Os documentos foram elaborados com a participação de um grupo de trabalho formado pelos próprios clubes e com o apoio de consultores contábeis. Os modelos já estão disponíveis na seção de regulamentos e normas do site da agência.
O que muda para os clubes
A adoção do Plano de Contas Padrão e do Modelo de Demonstrações Financeiras Anuais é voluntária: equipes que mantêm planos próprios podem continuar usando-os sem sofrer sanções por não adotar o modelo recomendado. Ainda assim, todas as agremiações seguem obrigadas a fornecer à agência informações corretas, precisas e completas e a preencher os dados exigidos na plataforma digital.
Os registros contábeis dos clubes devem permitir identificar as informações previstas no plano padrão. O parecer da auditoria independente e o relatório da administração não integram o modelo padronizado, mas continuam obrigatórios. A responsabilidade pela elaboração e veracidade das demonstrações permanece com a administração de cada clube. O prazo para entrega das demonstrações à agência e para publicação nos sites dos clubes é 30 de abril de cada ano.
Modelos e documentos
O modelo de demonstrações financeiras contempla seis peças principais:
- Balanço patrimonial
- Demonstração do resultado do exercício
- Demonstração do resultado abrangente
- Demonstração dos fluxos de caixa
- Demonstração das mutações do patrimônio líquido
- Notas explicativas
As peças devem apresentar valores comparativos do exercício anterior. A agência recomenda que os clubes adotem os documentos já na elaboração das demonstrações financeiras do exercício de 2026, com entrega e publicação dos balanços até 30 de abril de 2027.
Por que a padronização
O plano de contas foi alinhado à plataforma digital usada pelos clubes para prestar informações financeiras: as contas padronizadas correspondem diretamente aos campos do sistema. Segundo a agência, isso simplifica o preenchimento, reduz erros e inconsistências e diminui a necessidade de ajustes posteriores.
A padronização também facilita a análise de receitas e despesas com transferências de atletas, benefícios a pessoas relevantes e transações com partes relacionadas — itens exigidos pelo regulamento da agência — e, com uma estrutura comum, pretende tornar mais fácil a comparação dos resultados financeiros entre clubes e ao longo dos anos, beneficiando torcedores, credores, patrocinadores e investidores.



