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Política2 min de leitura

Caiado propõe lei de 'terrorismo doméstico' e quer Gakiya como ministro da Segurança

Plano prevê enquadrar milícias e o PCC como terroristas, penas rígidas, uso das Forças Armadas sem GLO e criação de polícia integrada com países vizinhos

Por Redação Mastigado

Fonte: Folha · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Ronaldo Caiado propôs uma lei de "terrorismo doméstico" para enquadrar milícias e organizações como o PCC; prevê penas mínimas de 45 anos para associação e recrutamento, progressão só após 90% da pena, fundo nacional, uso das Forças Armadas sem GLO e a criação da SulPol; disse que convidará o promotor Lincoln Gakiya para ser ministro da Segurança Pública.
Caiado propõe lei de 'terrorismo doméstico' e quer Gakiya como ministro da Segurança

Ronaldo Caiado apresentou um plano nacional de segurança que inclui a criação de uma lei de "terrorismo doméstico" para abarcar milícias e organizações criminosas como o PCC. Entre as medidas anunciadas estão punições mais severas, a formação de uma polícia regional integrada e o uso ampliado das Forças Armadas no combate ao crime organizado.

Principais medidas do plano

O plano prevê, entre outros pontos:

  • classificar associações a organizações de terrorismo doméstico e o recrutamento como crime com pena mínima de 45 anos de reclusão;
  • progressão de regime apenas após cumprimento de 90% da pena;
  • pena mínima de 25 anos para uso da advocacia na transmissão de ordens de organização criminosa;
  • criação de um fundo nacional contra o terrorismo doméstico;
  • uso das Forças Armadas no enfrentamento ao crime organizado sem necessidade de acionamento da GLO;
  • foco na proteção de fronteiras, portos e aeroportos;
  • criação de uma rede nacional de presídios de segurança máxima, redução da maioridade penal para 16 anos e implantação de um cadastro nacional de agressores de mulheres.

SulPol: polícia integrada com países vizinhos

Caiado propôs a criação da "SulPol", uma polícia integrada com membros das forças de segurança do Brasil e de países vizinhos, inspirada na Europol, para ampliar a cooperação transnacional no combate ao tráfico e ao crime organizado.

Convite a Lincoln Gakiya

O presidenciável afirmou que convidará o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco-SP, para ser ministro da Segurança Pública. Caiado elogiou a atuação de Gakiya no combate ao crime organizado e disse que já o consultou sobre propostas do plano, sem apontar contribuição específica.

Gakiya afirmou ter tomado conhecimento do convite pela imprensa e se disse "honrado em ser lembrado", mas declarou que, por ainda estar em atividade como promotor e não ter requisitos de aposentadoria cumpridos, não se manifestaria sobre o assunto e que ainda não analisou as propostas.

Caiado também criticou o governo federal, afirmando que ele teria sido conivente e não desejado enfrentar o crime organizado, e citou a classificação recente feita por outros países que tem enquadrado facções como terroristas como referência para sua proposta.