A vitória representou um reforço à base do governo. O aliado político Rumen Radev agradeceu aos eleitores e afirmou nas redes sociais que os búlgaros escolheram “o futuro em vez do passado”, citando busca por paz, estabilidade e normalidade.
No segundo turno, realizado no domingo, Yotova obteve cerca de 58% dos votos contra cerca de 38% do ex‑primeiro‑ministro interino Andrey Gyurov, de acordo com resultados preliminares repercutidos pela imprensa. Gyurov, apoiado por partidos reformistas da oposição pró‑Ocidente, reconheceu a derrota após as primeiras projeções; os resultados oficiais eram aguardados para segunda‑feira.
Em entrevista coletiva em Sófia, a presidente eleita agradeceu tanto aos eleitores que a apoiaram quanto aos que escolheram outros candidatos. “Agradecemos aos cidadãos que não nos apoiaram – o voto deles significa muito para nós. Escutamos o que eles querem a dizer. Faremos uma análise muito séria e responderemos às suas preocupações e esperanças, bem como às pessoas que não votaram”, disse ela.
Aos 62 anos, Yotova assumiu interinamente a Presidência em janeiro, quando Radev deixou o cargo para disputar as eleições parlamentares. Segundo a agência Associated Press (AP), a vitória deve manter a Presidência sob influência da maioria governista.
No debate sobre política externa, a presidente eleita deve dar continuidade à orientação atribuída a Radev: manter a Bulgária no caminho europeu, mas com relações mais próximas com a Rússia e a defesa do levantamento de sanções contra Moscou. Durante a campanha, Yotova defendeu uma solução diplomática para a guerra na Ucrânia.
A Bulgária integra a OTAN desde 2004 e a União Europeia desde 2007.



