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Curiosidades2 min de leitura

JWST mostra que cometa interestelar 3I/ATLAS tem gelo misturado com poeira, parecido com TNOs

O objeto foi visto chegando ao Sistema Solar no verão de 2025 e pode ter se formado há 10–12 bilhões de anos antes de ser ejetado de seu sistema de origem

Por Redação Mastigado

Fonte: Space.com · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

O JWST revelou que o cometa interestelar 3I/ATLAS é formado por grãos de gelo submicrométricos fortemente misturados com poeira — diferente dos cometas do Sistema Solar, mas semelhante a alguns objetos transnetunianos. O espectro mostrou forte absorção a 3 μm e ausência das bandas a 1,5 e 2 μm.
JWST mostra que cometa interestelar 3I/ATLAS tem gelo misturado com poeira, parecido com TNOs
Foto: NASA, ESA, David Jewitt (UCLA); Image Processing: Joseph DePasquale (STScI)

O telescópio James Webb acompanhou o cometa em três observações realizadas entre agosto de 2025 e abril de 2026, incluindo passagens antes e depois do ponto de maior aproximação ao Sol. Essas medições com o instrumento NIRSpec permitiram comparar a composição da coma em fases diferentes da trajetória.

Assinatura espectral inesperada

Os espectros mostraram uma forte banda de absorção em 3 micrômetros, associada a gelo de água, enquanto as bandas menores esperadas em 1,5 e 2 micrômetros estavam fracas ou ausentes. Para explicar esse padrão, os pesquisadores recorreram a modelos físicos que indicam que o gelo na coma é formado por grãos submicrométricos bastante sujos, com alto teor de poeira misturado ao gelo.

Como difere dos cometas do Sistema Solar

Em comparação, os grãos expulsos por cometas nativos do Sistema Solar tendem a ser relativamente limpos, ou seja, com água quase pura e menos contaminação por poeira. Essa diferença sugere que as condições de formação no disco protoplanetário de origem de 3I/ATLAS eram distintas das que geraram a maioria dos cometas que conhecemos.

Semelhanças com objetos transnetunianos

Apesar das diferenças em relação aos cometas locais, o espectro de 3I/ATLAS guarda semelhanças com alguns corpos transnetunianos (TNOs) de tamanho médio, ricos em gelo de dióxido de carbono e compostos orgânicos. Estudos anteriores liderados por Martin Cordiner também apontaram uma das maiores abundâncias de dióxido de carbono já vistas em um cometa, reforçando esse paralelo.

Os autores consideram que o cometa se formou dentro do disco de gás e poeira ao redor de uma estrela jovem — possivelmente há 10 a 12 bilhões de anos — e depois foi ejetado para o espaço interestelar até cruzar o Sistema Solar. Uma hipótese é que 3I/ATLAS seja fragmento de um corpo do tipo TNO que sofreu uma colisão.

Os resultados da equipe, liderada por Silvia Protopapa (Southwest Research Institute) com coordenação científica de Martin Cordiner (Goddard Space Flight Center/NASA e Catholic University of America), foram publicados em 26 de outubro em The Astrophysical Journal Letters.

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