O novo MacBook Pro chega em duas telas — 14 e 16 polegadas — e com duas opções de processador: M5 Pro e M5 Max. As primeiras entregas no Brasil estão previstas para 6 de novembro.
O principal diferencial é a tela sensível ao toque, batizada de PROLED XDR. A Apple afirma que o sensor está integrado ao painel, reduzindo o tempo de resposta e oferecendo a sensação de tocar diretamente no conteúdo; o macOS converte automaticamente toques em cliques.
A empresa diz que seus próprios aplicativos já foram adaptados ao touch e que aplicativos de terceiros também estariam prontos para o novo modelo. A lista mencionada inclui Notion, Canva, Zoom, Microsoft Word, Excel, PowerPoint e Outlook, Adobe Lightroom, DaVinci Resolve, Blender, Maxon Cinema 4D, Maxon ZBrush, Shapr3D e Algoriddim Djay Pro.
O design foi reformulado em relação às versões anteriores: segundo a Apple, os modelos ficaram mais finos e leves. O MacBook Pro de 14 polegadas passa a pesar 1,38 kg, e o de 16 polegadas, 1,82 kg. As bordas da tela também foram afinadas.
Memória, armazenamento e bateria
As opções de memória RAM são de 48 GB, 64 GB e 128 GB. O armazenamento pode ser configurado em quatro capacidades: 2 TB, 4 TB, 8 TB e 16 TB. A bateria tem duração estimada em até 24 horas, segundo a fabricante.
No Brasil, o preço de entrada do aparelho é de R$ 35.000. A versão de maior custo sai por R$ 182.827,80 antes dos adicionais; clientes podem ainda contratar licenças de programas de edição e a garantia estendida por mais de R$ 6.000, elevando o total a cerca de R$ 183 mil na configuração máxima.
O que dá para comprar com R$ 183 mil
- Um BYD Dolphin Mini GS (preço de referência R$ 119.990) e ainda sobrariam R$ 63.010.
- 10 motos Honda CG 160 Start, ao preço unitário de R$ 17.350.
- 17 unidades da Honda Pop 110i, considerando R$ 10.588 por veículo.
- 5 unidades do novo MacBook Pro de 14 polegadas em configuração inicial, a R$ 34.999 cada.
- Aproximadamente 29 notebooks de R$ 6.101, 91 smartphones de R$ 1.999 ou 73 televisores de R$ 2.499.
Renda e alimentação
Considerando o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, R$ 183 mil equivalem a 112 meses de remuneração, ou 9 anos e 4 meses (valor bruto mensal, sem descontos nem 13º). O montante também equivale a cerca de 23 meses do salário mínimo calculado pelo Dieese para setembro de 2026, de R$ 7.750,01.
Em termos de alimentação, com R$ 183 mil seria possível comprar 198 cestas básicas em São Paulo, considerando o preço de R$ 922,51 em setembro de 2026. As equivalências citadas incluem também cerca de 25.137 litros de leite, 39.019 kg de arroz, 19.426 kg de feijão e 3.156 kg de café em pó, além de 34.528 passagens de ônibus na capital paulista, a R$ 5,30 cada.
As comparações são equivalências monetárias e não consideram variações de preço, descontos ou custos adicionais.



