Otto Guerra estreou O Filho da Puta no Festival do Rio 2026 e disse que o avanço da animação brasileira não será apagado mesmo que a Ancine venha a ser desmontada. O animador chamou a fase atual de “o melhor e também o mais assustador”.
O que ele disse
Guerra afirmou que o crescimento do setor nos últimos 25 anos é um feito sólido: mesmo diante de iniciativas para desestruturar o aparato cultural, o trabalho já realizado e os caminhos construídos permanecerão. Ele lembrou que nem nos seus sonhos mais loucos imaginou chegar ao ponto de fazer o oitavo longa da carreira.
O animador citou a existência de um movimento legislativo que visa o fim da Ancine — uma aparente referência ao PL 994/2026, ligado ao deputado mencionado na ocasião — e disse que essa possibilidade torna o momento “assustador”. Guerra também relacionou o risco à continuidade de tendências observadas no governo anterior, nas quais mecanismos de incentivo foram congelados ou desestruturados.
Sobre O Filho da Puta
Guerra contou que aceitou o projeto após ler o roteiro, que o surpreendeu pelo título e pela história. Ele descreveu o filme como um "road movie a pé", escrito por Carla Magalhães, e elogiou o roteiro, a animação e a direção de arte. Segundo o animador, o filme teve boa reação do público em exibições como a de Belo Horizonte.
O diretor disse estar otimista com o resultado, apesar do cenário político que considera preocupante, e ressaltou a importância de alcançar público por meio do boca a boca e da mídia. O Filho da Puta foi exibido no Festival do Rio 2026; ainda não há previsão de estreia comercial no circuito brasileiro.



