Pular para o conteúdo

Notícias2 min de leitura

PF cumpre mandados no Iprev de Maceió por suspeitas ligadas ao Master

Ação autorizada por ministro do STF cumpriu oito mandados; investigação apura duas aplicações que somam R$ 97 milhões

Por Redação Mastigado

Fonte: Folha · Ler matéria completa

Compartilhar

Resumo Mastigado

A Polícia Federal cumpriu oito mandados de busca e apreensão no Instituto de Previdência de Maceió (Iprev) para investigar duas aplicações, em 2023 e 2024, que totalizam R$ 97 milhões em papéis do Banco Master. A ação, vinculada à Operação Compliance Zero, foi autorizada pelo ministro André Mendonça e realizada com apoio da CGU.
PF cumpre mandados no Iprev de Maceió por suspeitas ligadas ao Master

A Polícia Federal cumpriu, nesta segunda-feira, oito mandados de busca e apreensão no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev). A medida integra a Operação Compliance Zero e foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF.

Segundo a PF, a investigação tem por objeto duas aplicações feitas em 2023 e 2024 que somaram R$ 97 milhões. O objetivo é esclarecer as circunstâncias do processo de credenciamento, cotação, análise de risco, governança e tomada de decisão que antecederam os investimentos.

A operação foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). A PF informou que os mandados se referem a suspeitas de gestão fraudulenta relacionadas às aplicações no Banco Master.

O Iprev divulgou nota afirmando que vem colaborando com as investigações, prestando esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes. O instituto também disse que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis.

Na nota, o Iprev destacou que seu patrimônio cresceu de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, o que, segundo o instituto, garante a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas.

Contexto da investigação

Dados de janeiro do Ministério da Previdência Social apontaram que o Iprev havia aplicado os R$ 97 milhões em letras financeiras do Master. A investigação teve início com um procedimento do Ministério Público local, que à época afirmou que a apuração seria uma oportunidade para demonstrar a regularidade dos investimentos.