Inspirado no wuxia — tradição de mais de 2.000 anos que narra as aventuras de lutadores — o jogo parte da premissa em que o protagonista, Soul, é acusado de um crime que não cometeu. Há esforço da produtora para contar a história, mas o enredo alterna entre trechos simples e passagens confusas, deixando algumas pontas soltas.
Combate e jogabilidade
As lutas são acrobáticas e com movimentos dramáticos, fiéis ao gênero. A S-Game afirma ter levado três anos para capturar os gestos dos personagens, com a ajuda de mais de 20 especialistas em artes marciais. Os controles são ágeis e precisos, a câmera se comporta bem e o sistema de combate tem equilíbrio: acessível para começar, mas que recompensa quem aprende técnicas e experimenta armas e poderes. Há 30 armas primárias e 25 secundárias para coletar.
Ritmo e modos
O jogo não é de mundo aberto nem puramente linear: permite exploração, mas dentro de limites. O ritmo é próprio e agradável. O nível de dificuldade é ajustável e o modo padrão oferece desafio equilibrado, especialmente em lutas contra chefes. Existe também o curioso "modo 66 dias": se o jogador morrer 66 vezes, o jogo termina e retorna ao começo, com perda total do progresso.
Visual, desempenho e duração
Os cenários são bem trabalhados e há muitos efeitos de luz, evidentes nas lutas mais intensas. Em testes no PlayStation 5 o jogo rodou a 60 fps estáveis. Phantom Blade Zero oferece mais de 30 horas de conteúdo e chega ao mercado por um preço abaixo da média dos lançamentos recentes, listado a R$ 229,90.
Para quem gostou de Black Myth: Wukong ou procura um título de ação com combates acrobáticos e boa sensação de controle, vale a conferida. O jogo está disponível para PlayStation 5 e PC (Steam).



