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Tecnologia2 min de leitura

UFMG inaugura 'Soberano', supercomputador com IA para mapear o Brasil

Sistema tem oito GPUs Nvidia H200, 400 TB de armazenamento e R$ 15 milhões em investimento; câmera hiperespectral vai auxiliar na detecção de desmatamento e riscos.

Por Redação Mastigado

Fonte: g1 · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

A UFMG inaugurou o 'Soberano', um supercomputador com inteligência artificial que analisará imagens de satélite, radar e drone para produzir mapas mais detalhados do território e automatizar a identificação de desmatamento, áreas de risco e características do solo.
UFMG inaugura 'Soberano', supercomputador com IA para mapear o Brasil
Foto: UFMG/Divulgação

"A grande vantagem do supercomputador é extrair informação dessas imagens de forma automática. Todas essas imagens de satélites lançadas diariamente vão poder ser rapidamente analisadas para fazer cartografia", disse a coordenadora do projeto.

O que torna a máquina tão potente?

O sistema reúne componentes especializados para realizar grande volume de cálculos simultâneos, uma característica essencial para tarefas de inteligência artificial que precisam reconhecer padrões em enormes conjuntos de dados. No núcleo do equipamento estão oito unidades Nvidia H200, cada uma com 141 GB de memória de alta velocidade, além de outros dez conjuntos de processadores e cerca de 400 terabytes de armazenamento. Segundo a universidade, todo o sistema foi projetado, instalado e configurado por equipes brasileiras.

Como será usado

O objetivo é automatizar a análise de imagens geradas por satélites, radares e drones para acelerar a cartografia e o monitoramento ambiental e de risco. Entre as aplicações apontadas estão a detecção de desmatamento e mineração ilegal, o acompanhamento de áreas sujeitas a inundações e deslizamentos e a vigilância de fronteiras.

O projeto envolve parcerias entre a universidade, o Instituto Militar de Engenharia e a Diretoria de Serviço Geográfico do Exército. O equipamento e a câmera hiperespectral foram adquiridos com investimento público de R$ 15 milhões e serão colocados à disposição de órgãos estaduais e federais, como:

  • Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
  • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
  • Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

No mesmo evento foi apresentada a Hyper-Cam Mini xLW, uma câmera hiperespectral capaz de analisar faixas de luz que o olho humano não distingue. A tecnologia ajuda a diferenciar materiais que parecem iguais em imagens comuns, por exemplo, folhas saudáveis e secas, tipos distintos de solo, água, concreto e minerais, o que torna o mapeamento mais preciso.

Segundo a universidade, apenas cerca de 8% dos 8,5 milhões de km² do território brasileiro estão mapeados na escala 1:25.000, um grau de detalhamento importante para planejar obras, gerir bacias hidrográficas e identificar locais sujeitos a desastres. A expectativa é que a análise automatizada reduza o tempo entre a coleta das imagens e a geração de mapas atualizados.