A Haas convocou o jovem pernambucano de surpresa para substituir Esteban Ocon, escalando-o para disputar as etapas de São Paulo e Las Vegas enquanto cumpre compromissos na Fórmula 2. A equipe deve usar o reserva Ryo Hirakawa em eventos que coincidem com a categoria de base.
O estreante sofreu uma batida durante a classificação, mas assegurou uma posição de largada sólida e partirá da 11ª colocação em sua estreia na Fórmula 1. Outro brasileiro no grid, Gabriel Bortoleto, ficou em 19º após também bater na sessão de sábado.
Na conversa com o ge no paddock de Interlagos, Verstappen recomendou que a equipe e o público deixem o calouro aprender e aproveitar a experiência: segundo ele, é momento de focar nos fundamentos do carro, no trabalho com engenheiros e na construção de experiência para as próximas temporadas.
O tetracampeão também traçou um panorama pessoal e da equipe em 2026: admitiu dificuldades no início por conta do novo regulamento e de uma unidade de potência que demorou a desenvolver desempenho, mas comemorou a reação recente da Red Bull. Verstappen lembrou que a equipe precisará implementar mudanças no carro para buscar mais rendimento em 2027.
Punido por trocas de componentes de motor, ele largará do fundo do grid neste domingo, depois de ter feito uma boa volta na classificação apesar da chuva. Sobre correr em pista molhada, falou que a habilidade vem de treino desde a infância, mas depende também do encaixe entre piloto, equipe e carro.
Além do paddock, Verstappen recebeu de brincadeira uma “carteira de identidade” brasileira e comentou sobre a vida pessoal: mora em Mônaco com a parceira Kelly Piquet e as filhas, e contou que a caçula, Lily, já mistura português, holandês e inglês ao falar.



