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Vorcaro diz que planejava deixar presidência do Banco Master

Ele afirmou à PF que transferiria a gestão em reorganização com o BRB e cogitava Paulo Henrique Costa; negou promessa de imóveis e disse que a reestruturação não foi concluída

Por Redação Mastigado

Fonte: Poder360 · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Em depoimento à Polícia Federal, Daniel Vorcaro afirmou que pretendia deixar a presidência do Banco Master caso avançasse uma reorganização com o Banco de Brasília (BRB). Disse que cogitava Paulo Henrique Costa para cargo executivo, negou ter prometido imóveis como propina e afirmou que a reorganização não foi concluída; o depoimento foi encaminhado ao STF.
Vorcaro diz que planejava deixar presidência do Banco Master
Foto: Reprodução/Polícia Federal

Vorcaro descreveu o projeto como a formação de um conglomerado financeiro entre o Banco Master e o BRB, com uma estrutura administrativa comum, mantendo, porém, operações distintas para cada instituição.

Segundo ele, o plano passou por diferentes configurações ao longo das negociações. Vorcaro afirmou ainda que sofria pressões do mercado financeiro e enfrentava resistência pessoal que o levaram a considerar deixar a gestão executiva do Master: "O meu interesse naquele momento, além de criar esse conglomerado, era sair da situação de executivo, porque eu entendia que eu estava sofrendo uma pressão mercadológica... Mas existia também uma resistência pessoal contra mim. Eu não queria que isso fosse levado para esse novo banco, então já existia o interesse de sair da gestão".

Inicialmente foi cogitada a permanência de Vorcaro em um conselho de administração, opção que ele disse ter abandonado posteriormente. A alternativa discutida incluía a presidência de uma holding ou funções executivas nas instituições do conglomerado, dependendo do modelo societário escolhido e das exigências do Banco Central para a aprovação dos administradores.

Vorcaro relatou que o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, chegou a ser considerado para assumir uma função executiva na nova estrutura, e que houve conversas sobre imóveis que seriam disponibilizados a Costa em São Paulo e Brasília. Ele negou envolvimento em esquema de pagamento de propina ou em lavagem de dinheiro por meio desses apartamentos e afirmou que a oferta de moradia não estava vinculada à aprovação de operações financeiras entre os bancos: "Eu não prometi imóvel para ele. Prometi moradia como parte do benefício de ser gestor do banco".

O empresário disse que pretendia organizar uma transição de comando, mas que a reorganização societária não chegou a ser concluída.

O depoimento de Vorcaro à Polícia Federal foi prestado em 15 de outubro e tornado público; o documento foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal em 29 de outubro.

Outro lado

O Poder360 questionou a defesa de Paulo Henrique Costa sobre as declarações de Vorcaro, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado quando houver manifestação.