Na véspera da eleição, os monólogos políticos dos programas late-night destacaram episódios e gafes que dominaram as últimas 24 horas antes da votação. Os apresentadores usaram humor e sarcasmo para comentar decisões de campanha, manobras eleitorais e entrevistas desconfortáveis.
O que cada apresentador disse
No The Daily Show, Jon Stewart mostrou perplexidade com o que chamou de prioridade torta do presidente: em vez de focar na reta final das eleições, Trump teria usado o discurso pré-eleitoral para falar da reforma do espelho d'água do Lincoln Memorial. Stewart ridicularizou o tom do discurso — rotulado por ele como um momento de pura manutenção da piscina — e alertou que os democratas poderiam estar em posição de uma "onda" desde que não surjam novos escândalos nos últimos dias.
Em Jimmy Kimmel Live!, Kimmel brincou com os problemas legais de Trump e com a imagem pública do presidente, citando processos e ironizando os comícios recentes, inclusive o discurso diante da reflecting pool. O apresentador fez piada sobre o custo da obra e sobre o esforço de Trump em responder a alegações e proteger sua imagem às vésperas da votação.
No Late Night With Seth Meyers, o bloco "Closer Look" abordou duas turbulências eleitorais: no Alasca, Meyers comentou reportagem do The New York Times que liga a campanha de Mary Peltola a uma tentativa de atrair um candidato independente como fator de divisão; em Michigan, ele falou sobre a adesão inesperada de Haley Stevens ao candidato republicano Mike Rogers e sobre a entrevista desconfortável de Stevens com Anderson Cooper, que Meyers descreveu como difícil de assistir.
Os comentários dos apresentadores misturaram sátira política e análise das repercussões eleitorais, concentrando-se tanto nas estratégias de campanha quanto nas reações públicas às mudanças de posicionamento de candidatos nos estados decisivos.



