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Política2 min de leitura

Data centers viram tema das eleições de meio de mandato — até em Brooklyn

Moradores e ativistas reclamam de acordos secretos, riscos ambientais e sensação de perda de controle, transformando a expansão em bandeira contra a elite tech

Por Redação Mastigado

Fonte: techcrunch.com · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Os data centers se tornaram pauta das eleições de meio de mandato e podem influenciar votos em 3 de novembro. Um relatório do Data Center Watch diz que quase US$200 bilhões em projetos foram atrasados, paralisados ou bloqueados no 1º semestre de 2026, e estados discutem novas regras e mais transparência.
Data centers viram tema das eleições de meio de mandato — até em Brooklyn
Foto: Taylor Williams / Newsreel

Um evento político realizado em um armazém de Brooklyn destinado a discutir as eleições de meio de mandato acabou dominado por conversas sobre inteligência artificial e a rápida expansão de data centers. O tom foi de frustração: jornalistas, ativistas, empreendedores e moradores trocaram acusações sobre quem se beneficia com a nova infraestrutura.

O encontro foi organizado pela Newsreel e trouxe painéis e conversas com nomes da cena tecnológica e política local. Entre os participantes havia discussões com o cofundador do aplicativo Opal, representantes de software de campanhas e uma mesa dedicada especificamente a data centers, moderada pela repórter que cobriu o evento.

No debate sobre data centers participaram Maia Woluchem, pesquisadora de tecnologia e direitos humanos, e Hilary Flint, defensora da saúde pública e do meio ambiente. O público demonstrou resistência: quando a moderadora perguntou quem era a favor de data centers de IA, a pergunta foi vaiada.

Por que o tema pegou

Vários fatores alimentam a reação. Moradores reclamam de acordos fechados às pressas entre empresas e autoridades locais, de regras de zoneamento pouco claras e da sensação de que decisões que afetam a vizinhança são tomadas sem consentimento. Há também inquietação sobre impactos ambientais, riscos à saúde e o discurso de que a automação pode substituir empregos.

As tensões aparecem em diferentes frentes: sindicatos e alguns políticos destacam a promessa de empregos durante a construção, enquanto ativistas lembram que a maior parte dessas vagas é temporária. Hilary Flint sintetizou o dilema ao questionar o custo humano desses projetos, contrapondo benefícios econômicos pontuais e a qualidade de vida das comunidades.

Dados citados no evento reforçam a dimensão do conflito: um relatório do Data Center Watch apontou que quase US$200 bilhões em projetos foram atrasados, paralisados ou bloqueados no primeiro semestre de 2026. Estados como Pensilvânia, Geórgia, Texas, Nova York e Virgínia estão discutindo medidas para aumentar transparência e impor limites à expansão — na Virgínia, centenas de novos centros ainda estão planejados.

Organizadores e participantes disseram que o fenômeno não está restrito a áreas rurais. Segundo o fundador da Newsreel, a discussão sobre IA virou questão eleitoral para eleitores comuns: em áreas rurais há temor de substituição de trabalho; em bairros como Brooklyn, a crítica é sobre quem lucra com a tecnologia.

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