Russell Brand responde a três acusações de estupro e três de agressão sexual, relatadas por seis mulheres com episódios que teriam ocorrido entre 1999 e 2009. O caso tramita no Southwark Crown Court, e um dos cargos inicialmente apresentados — indecent assault — foi reduzido pelo juiz para attempted indecent assault.
Na apresentação de encerramento, a promotora-chefe Riel Karmy-Jones disse ao júri que as autoras não se conhecem entre si, não buscaram atenção pública e estão possivelmente procurando fechamento. Ela pediu que os jurados ouvissem os relatos e observou um padrão nas descrições: que o comportamento de Brand mudava — "foi legal, depois houve uma mudança de personalidade" — e que, em alguns casos, "[Brand] não ouviu quando eu disse não, ele não ouviu, ele não se importou".
O advogado de defesa Ian Winter fez as alegações finais nesta segunda-feira, afirmando que as mulheres só foram incentivadas a depor após o documentário da Channel 4 e reportagens do Sunday Times, que teriam "envenenado o poço da justiça". Winter sustentou que é surpreendente que nenhuma das mulheres tenha levado a queixa diretamente a Brand, e ressaltou que nenhuma teria resistido, gritado ou tentado sair.
Winter também defendeu que o estilo de vida sexualmente promíscuo de Brand, embora para alguns moralmente condenável, é legal, e que o comportamento do apresentador durante e após os episódios é compatível com a crença de que havia consentimento. A defesa chegou a dizer que não há evidência de que Brand seja "algum tipo de psicopata que estupra pessoas e acha isso normal".
Brand tem comparecido ao tribunal na maior parte dos dias acompanhado pela esposa, Laura, que depôs na semana passada e o descreveu como um "pai carinhoso e gentil" para os três filhos do casal. O julgamento entrou nas suas fases finais após as alegações de acusação e defesa apresentarem seus argumentos ao júri.



