O imóvel funcionava como loja e depósito de roupas e tecidos. A parte traseira do prédio ficou completamente destruída, enquanto a fachada de vidro permaneceu de pé, segundo imagens divulgadas pelas equipes de resgate.
O estabelecimento ficava na rua Maria Joaquina, 192, na região do Brás. De acordo com as autoridades, 35 pessoas estavam no local no momento do desabamento: oito saíram por conta própria e 27 foram retiradas com auxílio dos bombeiros. Quatro vítimas foram encaminhadas à UPA da Mooca sem risco de morte e, até a manhã seguinte, não havia registro de desaparecidos.
Buscas e situação das vítimas
As equipes retomaram às 6h30 a remoção dos escombros com máquinas; os trabalhos manuais haviam sido suspensos durante a madrugada por risco de novos desabamentos. A operação envolveu 72 bombeiros e 27 viaturas, além de equipes da Polícia Militar e da Defesa Civil. Dois cães de salvamento participaram das buscas e não identificaram sinais de vítimas sob os destroços.
Possível sobrecarga e investigação
Uma das hipóteses investigadas é que o excesso de mercadorias tenha contribuído para o colapso. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o estabelecimento havia recebido dois contêineres de mercadorias no dia do acidente, e parte da carga teria sido armazenada nos andares superiores.
Um sobrevivente disse à CNN Brasil que o edifício já apresentava rachaduras e que ouviu estalos antes do desabamento. O imóvel teria sido originalmente projetado para escritórios, mas era usado como depósito de tecidos.
O Corpo de Bombeiros informou que o estabelecimento não possuía AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). A falta do certificado, contudo, não determina por si só a causa do desabamento. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e a perícia vai analisar as condições estruturais e possíveis irregularidades.
O desabamento também afetou um imóvel vizinho, identificado como Clay Têxtil, que foi interditado. A Defesa Civil avalia as condições de segurança das estruturas próximas. Imagens do sistema Smart Sampa registraram o momento do colapso e mostram pessoas correndo enquanto uma nuvem de poeira toma conta da rua.



