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Protestos sobre custo de vida e habitação atingem ao menos 5 países da Europa

A mobilização reúne reivindicações distintas, mas tem em comum queixas sobre perda do poder de compra, energia cara e limites orçamentários dos governos

Por Redação Mastigado

Fonte: Poder360 · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Manifestações ocorreram neste sábado na França, Alemanha, Portugal, Albânia e Holanda. O governo francês estimou 320 mil participantes; Portugal reuniu cerca de 4.000; houve ações em 34 cidades na Alemanha. Em Tirana e em algumas cidades francesas e holandesas houve confrontos e detenções.
Protestos sobre custo de vida e habitação atingem ao menos 5 países da Europa
Foto: Reprodução/X

Uma onda de protestos em várias capitais europeias foi impulsionada por reclamações relacionadas ao encarecimento do custo de vida, alta nos preços de energia e combustíveis e à insatisfação com políticas fiscais. O cenário econômico — com inflação elevada e dívidas públicas altas — reduziu a margem de manobra para ampliar gastos sociais, segundo relatos da cobertura internacional.

França

O governo francês estimou a presença de 320 mil pessoas nas manifestações, número informado pelo jornal Le Monde. Os organizadores disseram ter registrado quase 500 mil manifestantes no país, incluindo 200 mil em Paris. Os atos ocorreram em cidades como Paris, Lyon, Marselha, Bordeaux, Rennes e Grenoble e reuniram críticas ao custo de vida, à situação das escolas e à falta de investimentos em serviços públicos.

O Ministério do Interior mobilizou cerca de 70 mil policiais e agentes de segurança. A maior parte das manifestações transcorreu pacificamente, mas houve confrontos durante dispersões em algumas cidades; em Paris, manifestantes lançaram objetos contra policiais, que responderam com gás lacrimogêneo. Até a noite de sábado, 511 pessoas haviam sido detidas, segundo o ministério.

Alemanha

Manifestações organizadas pelo movimento juvenil "Gen Z regelt" ocorreram em 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique. A Reuters relata que dezenas de milhares de pessoas protestaram por melhorias na educação e por medidas contra o aumento do custo de vida, além de se posicionarem contra o serviço militar obrigatório.

Antes dos atos, cerca de 150 mil pessoas haviam se inscrito para participar em cerca de 30 cidades, segundo reportagem da Al Jazeera com informações da AFP. Em Frankfurt, grupos mascarados saquearam estabelecimentos após as manifestações, segundo a Reuters; a ocorrência de saques não implica que todos os manifestantes tenham se envolvido em violência.

Portugal

Em Lisboa e no Porto, cerca de 4.000 pessoas foram às ruas para protestar contra a crise habitacional e um projeto de lei que mudaria regras de aluguel. A Rádio Renascença citou estimativas policiais de 3.000 manifestantes em Lisboa e 1.000 no Porto. Os atos pedem que o governo retire a proposta, que já passou por uma primeira votação no Parlamento.

O primeiro‑ministro Luís Montenegro rejeitou a retirada do projeto, mas admitiu a possibilidade de alterações antes da votação final. Os protestos cresceram após operações policiais que desmontaram acampamentos de manifestantes no fim de semana anterior. A agência Lusa informou que a manifestação em Lisboa chegou ao Rossio sem incidentes e que a Provedoria de Justiça acompanhou o ato.

Albânia

Em Tirana, protestos estudantis e atos organizados pela oposição terminaram em confrontos com a polícia. A agência italiana Ansa relatou que manifestantes se reuniram diante do Ministério da Educação pedindo a renúncia do primeiro‑ministro Edi Rama; parte deles incendiou lixeiras e lançou pedras e coquetéis molotov, enquanto a polícia respondeu com jatos de água e gás lacrimogêneo.

A emissora pública RTSH disse que houve duas manifestações distintas: uma liderada por estudantes e outra organizada pela oposição, que exigiu um governo interino. Tentativas de integrar os dois grupos geraram tensões entre participantes.

Holanda

Em Haia, convocações pelas redes sociais reuniram grupos de jovens no Malieveld e levaram a polícia a reforçar a segurança. O jornal NL Times informou que ao menos 10 pessoas foram detidas após desobedecerem a ordens policiais e que agentes de choque intervieram na região de Korte Voorhout; houve revistas para checar a presença de armas e objetos proibidos.

Comerciantes protegeram vitrines por receio de depredações. A Associated Press registrou que o policiamento foi reforçado após alertas sobre possíveis saques; a agência ANP disse que não houve grandes concentrações em Amsterdã, Roterdã e Utrecht até a tarde.

Outros países

As mobilizações deste fim de semana fazem parte de uma série de protestos nas últimas semanas em diferentes países europeus. A Al Jazeera relatou que atos liderados por jovens já ocorreram anteriormente na Itália e na Espanha. As reivindicações variam conforme o país: estudantes têm sido protagonistas na França e na Alemanha, enquanto em Portugal o foco é a crise habitacional e, na Albânia, a demanda é pela saída do premiê.

Levantamentos citados pelas agências consideraram apenas manifestações com registros confirmados para 31.out.2026; protestos realizados exclusivamente em dias anteriores não foram incluídos na contagem de países do título.

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