A Suno já enfrenta uma série de disputas judiciais movidas por gravadoras e detentores de direitos, incluindo ações da Sony, da UMG, de Jason Isbell e da Reservoir Media.
O que alegam os processos
Em duas novas ações, titulares dos direitos de Elvis Presley e a editora responsável por alguns dos maiores sucessos de Eminem afirmam que a plataforma de inteligência artificial gera músicas e letras que imitam os artistas. No processo relacionado a Presley, os advogados citam a Ensuring Likeness Voice and Image Security (ELVIS) Act do Tennessee, que torna ilegal a clonagem da voz de um intérprete.
Os advogados que representam os direitos de Presley escrevem que a Suno "se codificou mecanicamente com as identidades, o trabalho, a criatividade e o tempo dos artistas" e vem transformando isso em lucro. Em outro trecho da ação há a alegação de que a empresa busca replicar sem licença, em segundos, o que leva anos para ser aprendido e aperfeiçoado.
Posição da Suno
A porta-voz Cat McCormack declarou que a Suno "existe para ajudar pessoas a criar nova música original, não para explorar o nome ou a imagem de ninguém". Segundo a empresa, ela proíbe prompts que citem nomes de artistas, trabalha com terceiros para rastrear uploads de áudio e letras e segue fortalecendo suas salvaguardas contra usos indevidos.
As ações se somam a um conjunto maior de processos contra a Suno por imitações musicais geradas por IA, em meio a um debate crescente sobre os limites entre criação automatizada e proteção de vozes e obras artísticas.



