Jane Fonda chegou empolgada ao Women in Film Honors, em Beverly Hills, e disse estar surpresa com a dimensão da reação nas urnas. "Senti-me bastante otimista, mas não ousei imaginar que seria tão amplo", declarou, elogiando o envolvimento dos eleitores e chamando o discurso de aceitação de James Talarico de "uma obra-prima".
O que Fonda quer dos democratas
Para o próximo passo do partido, ela fez um apelo claro: não voltar ao antigo neoliberalismo. "Temos que tirar nosso chapéu corporativo, tirar o chapéu dos doadores, e começar a fazer coisas que vão ajudar os trabalhadores deste país", disse, acrescentando que é preciso "governar com amor". "Não governamos ainda, mas temos que bloquear o que é ruim e lutar pelo que é bom", afirmou.
Fonda também ressaltou que a atuação não pode se limitar a investigações e prestação de contas diante da corrupção e criminalidade: é preciso transferir poder para os trabalhadores e melhorar a vida deles com políticas concretas.
Agenda e percepção dos eleitores
A atriz afirmou que conhece muitos dos candidatos que venceram, porque ela tem um PAC e viajou pelo país para encontrá-los. Segundo ela, os eleitores estão frustrados: "As pessoas estão irritadas. Elas não querem crime. Elas não querem caos. Elas não querem corrupção."
Fonda também celebrou o número de mulheres eleitas e participou da cerimônia na qual Salma Hayek recebeu o Jane Fonda Humanitarian Award.



