O pronunciamento ocorreu em Brasília, nesta quinta-feira (5), durante reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos.
Na reunião, o presidente afirmou que o Brasil precisa manter a economia previsível para os mercados e ter responsabilidade jurídica e fiscal, condição, segundo ele, para atrair capital estrangeiro e nacional.
"Para a gente atrair [investidores], temos que ter uma economia arrumada. Ninguém vai fazer investimento numa economia desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério", disse o presidente.
Sobre a exploração de terras raras e outros minerais críticos, Lula afirmou que não deseja que o Estado "seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização" e defendeu a construção de parcerias com outros países: "Precisamos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza."
Ao mesmo tempo, o presidente fez um aceno ao mercado financeiro ao indicar preferência por política econômica austera e equilíbrio nas contas públicas. Ele também citou a mobilização que levou à sua reeleição: "Quem ganhou essa eleição não foi um partido nem um candidato. Quem ganhou essa eleição foi o povo brasileiro..." — lembrando especialmente a participação de jovens nas ruas e o esforço de idosos para votar.



