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Cultura Pop2 min de leitura

‘Magic Atlas’ de Sun Xun vira primeira animação na competição de Tóquio

Obra mistura xilogravura, pintura a tinta e cor viva para tratar do esquecimento; exposições e um novo longa já estão nos planos do diretor

Por Redação Mastigado

Fonte: Variety · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

O filme 'Magic Atlas', de Sun Xun, tornou‑se o primeiro longa‑metragem de animação selecionado para a competição do Festival de Cinema de Tóquio. Produzido ao longo de dez anos e bancado com suas economias, Sun descreve a obra como seu 'momento all‑in' e diz ter esperado concluí‑la enquanto os pais ainda viviam.
‘Magic Atlas’ de Sun Xun vira primeira animação na competição de Tóquio
Foto: Reprodução/Variety

Em 'Magic Atlas', a ação se passa em Luocha, um império minerador de carvão onde voar é proibido. A cada 60 anos, um festival faz a população perder a memória do período anterior. Depois da prisão de um mágico, ele entrega a um órfão o livro que aponta para um passado que o regime tentou apagar.

Sinopse e linguagem visual

O filme alterna imagens em xilogravura, pintura a tinta e sequências em cor vívida, deixando que as imagens — e não uma trama convencional — revelem a história. Sun combinou tradições visuais de períodos e culturas diferentes, incluindo referências a civilizações antigas e elementos mitológicos.

Financiamento e processo criativo

Sun trabalhou no projeto por dez anos e colocou suas economias para viabilizá‑lo. Com o fechamento de galerias durante a pandemia, as vendas de sua arte diminuíram; ele precisou buscar compradores diretamente e contrair empréstimos para manter o filme em produção. O cineasta também lembra que perdeu o pai um ano antes da conclusão.

"Acredito que todo criador deve ter um momento 'all‑in' na vida: fazer uma obra definidora que tire tudo de si. Para mim, 'Magic Atlas' foi esse momento", diz Sun.

O diretor afirma que a obra foi moldada por eventos globais — como a pandemia e a guerra na Ucrânia — e por mudanças pessoais, entre elas sua conversão ao budismo. Ao mesmo tempo, estudou murais de Dunhuang, pintura da dinastia Song e caligrafia para compor a estética do filme.

Sun rejeita a ênfase em enredos apenas para embalagem comercial e defende que o cinema expresse um estado de ser; cita Andrei Tarkovsky (especialmente 'Nostalghia') e Béla Tarr como referências pela abordagem existencial nas obras.

Exposições ligadas a 'Magic Atlas' estão planejadas nos Estados Unidos e em Singapura, embora locais e datas não tenham sido divulgados. Sun já iniciou outro longa, intitulado em mandarim 'Fuyou' (traduzido como 'Mayfly' ou 'All or Nothing'), que seguirá explorando o tema da memória; a primeira tomada foi filmada num espaço expositivo em Hangzhou, e ele espera concluir o projeto em até dois anos.

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