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Cultura Pop2 min de leitura

Novos Zelda e GTA expõem uma indústria de jogos em transformação

Nintendo e Rockstar aparecem como exceções: uma controla plataforma e outra é quase 'grande demais para falhar', enquanto o resto do setor enfrenta cortes e incertezas.

Por Redação Mastigado

Fonte: The Verge · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Em coluna na The Verge, Andrew Webster afirma que a releitura de The Legend of Zelda: Ocarina of Time e Grand Theft Auto VI — lançamentos de novembro — são exceções que escancaram uma indústria em crise, marcada por demissões, fechamento de estúdios, modelos de negócio impopulares e alta nos custos de hardware.
Novos Zelda e GTA expõem uma indústria de jogos em transformação
Foto: Reprodução/The Verge

GTA V vendeu 230 milhões de cópias desde 2013 e a expectativa para GTA VI é enorme: a firma analista Circana estima que 29% dos jogadores nos EUA pretendem comprar o novo título, número que pode até impulsionar vendas de consoles, segundo o analista Mat Piscatella.

Do outro lado, a versão remasterizada de The Legend of Zelda: Ocarina of Time chega como o principal exclusivo do que se espera ser o Switch 2, e sai pouco antes de um filme live-action de Zelda previsto para 2027. Andrew Webster argumenta que esses dois lançamentos têm apelo cultural e comercial raros hoje.

Como está a indústria em 2026

Segundo a coluna, 2026 tem sido um ano difícil para o setor. Webster lista uma série de problemas que afetam estúdios e editoras:

  • Xbox em processo de “reset”, com milhares de demissões e fechamento de estúdios;
  • Epic cortou mais de 1.000 empregos diante da queda no espaço de jogos como serviço;
  • Sony reduziu equipes em diversas frentes, incluindo cortes em estúdios mencionados pela coluna;
  • Grandes editoras como EA e Ubisoft vivem períodos de turbulência, com decisões drásticas, como o fechamento da BioWare e o cancelamento do próximo Mass Effect;
  • Estúdios menores e médios enfrentam aumento de custos de desenvolvimento e pressão por modelos comerciais controversos.

Webster ressalta que esses problemas se somam a outras forças em jogo, como o avanço de ferramentas de inteligência artificial e a escalada do preço do hardware, fatores que mudam a relação entre criadores, plataformas e jogadores.

Para o colunista, Zelda e GTA representam dois casos muito particulares: a Nintendo mantém controle total da plataforma e adotou uma postura conservadora que permitiu construir uma franquia resiliente; a Rockstar herdou o legado e a base de fãs de GTA V, que esteve entre os 20 títulos mais vendidos nos EUA por 13 anos consecutivos, tornando o estúdio quase "grande demais para falhar".

Webster aponta que, embora haja exemplos de sucesso e sustentabilidade — como estúdios que encontraram modelos viáveis, citados na coluna —, a norma que sustentou os grandes blockbusters está mudando. O futuro do setor permanece incerto, e esses dois lançamentos podem ser tanto a exceção quanto um último momento de grande brilho antes de uma reconfiguração mais ampla.

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