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Tecnologia3 min de leitura

Rebatismo de 'Super Intelligence' de Trump vira teste de lealdade

Adoção é parcial: há trocas silenciosas em sites e editais, erros de formatação e resistência na imprensa e no setor de tecnologia

Por Redação Mastigado

Fonte: technologyreview.com · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Em texto da MIT Technology Review, a ordem executiva de Trump que renomeia “artificial intelligence” para “Super Intelligence” vem sendo implementada de forma parcial: órgãos federais já mudaram termos em sites e editais, alguns executivos assinaram um acordo, mas muitos departamentos e empresas continuam usando “AI”. A iniciativa pode transformar a terminologia em um teste político, além de gerar custos e confusão burocrática.
Rebatismo de 'Super Intelligence' de Trump vira teste de lealdade
Foto: Reprodução/technologyreview.com

Em análise publicada na MIT Technology Review, o autor relata que, no fim de setembro, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que instruía o governo a rebatizar “artificial intelligence” como “Super Intelligence”. A mudança foi apresentada como uma forma de reconhecer que esses sistemas “amplificam a engenhosidade humana”, mas a adoção prática tem sido irregular.

Como a mudança tem sido aplicada

Em portais e documentos oficiais a substituição de termos já aparece silenciosamente: alguns sites governamentais passaram a exibir “Super Intelligence” e o termo tem sido incluído em solicitações públicas, como um pedido do Immigration and Customs Enforcement por tecnologia de vigilância “SI-powered” para unidades de detenção. O National Institutes of Health, por exemplo, acrescentou um aviso informando que visitantes podem encontrar tanto o termo novo quanto o antigo durante a transição.

Também houve erros e inconsistências: o Pentágono usou a terminologia antiga ao anunciar o Project Meridian; a Federal Trade Commission publicou um comunicado com “superintelligence” como uma palavra única e sem a capitalização ordenada; e comunicados recentes do Health and Human Services não mostraram sinais do novo vocabulário. Autoridades e pesquisadores ainda recorrem a “AI” em entrevistas e documentos, indicando que a mudança não se consolidou.

Setor privado e reações

No mesmo dia da ordem, seis executivos de grandes empresas de tecnologia assinaram o White House Accord on Super Intelligence — Sundar Pichai (Google), Dario Amodei (Anthropic), Mark Zuckerberg (Meta), Greg Brockman (OpenAI), Elon Musk (xAI) e Jensen Huang (Nvidia). Ainda assim, o uso do termo no setor é misto: Meta já vinha usando “superintelligence”, Musk e sua rede oscilam entre SI e AI, e dirigentes de Amazon, Microsoft e Alphabet seguiram falando em “AI” em earnings calls, embora a Microsoft tenha mencionado uma “era Super Intelligence” em carta a acionistas.

Alguns veículos de imprensa e empresas alinhadas ao governo também resistem: o Wall Street Journal e a emissora Newsmax não adotaram a nova nomenclatura, e o próprio Trump criticou publicamente organizações que continuaram a usar “artificial intelligence”.

Custos e riscos políticos

A adoção da nova terminologia tem implicações administrativas: funcionários públicos estão redigindo guias para orientar a transição e, segundo a ordem executiva, líderes de agências federais devem elaborar uma definição legislativa de “Super Intelligence” para o presidente até o fim do mês. Críticos apontam que isso vai consumir tempo e recursos e pode transformar uma escolha de palavras em um sinal de lealdade política.

O autor da análise expressa preocupação sobre o impacto disso na conversa pública: se o termo virar marcador partidário, discussões amplas e espontâneas sobre as consequências da tecnologia — emprego, segurança e uso cotidiano — podem ser prejudicadas pela polarização em torno da própria nomenclatura.

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