A Live Nation atribuiu o avanço à forte demanda global e ao aumento de shows em grandes estádios nos meses após a ocupação desses locais pela Copa do Mundo, além de um recorde de público em anfiteatros em setembro.
No trimestre encerrado em 30 de setembro, a empresa registrou receita total de US$10,1 bilhões, alta de 19% em relação ao ano anterior. O segmento de concertos rendeu US$8,7 bilhões e um total recorde de 61 milhões de fãs compareceu aos eventos.
As vendas de ingressos seguem em ritmo elevado: até outubro, a Live Nation informou ter vendido 170 milhões de ingressos, 13% a mais que no ano anterior, e declarou expectativa de receber quase 180 milhões de fãs em 2026, segundo Michael Rapino, presidente e CEO da companhia.
O lucro operacional ajustado (AOI) subiu 14%, para US$1,14 bilhão. A empresa também reportou um saldo recorde de receita diferida relacionada a eventos de US$3,8 bilhões, que reflete mais de 180 milhões de fãs previstos para eventos futuros.
A expansão internacional é peça-chave da estratégia: a companhia pretende abrir ou adquirir 10 casas com mais de 3.000 lugares até o fim de 2026, empreendimentos que devem gerar mais de 5 milhões de frequentadores neste ano e chegar a uma taxa de 8 milhões no futuro.
A divisão Venue Nation, que opera locais fora da América do Norte, recebeu 26 milhões de fãs no trimestre, alta de 17% ano a ano, e teve AOI em crescimento. A receita de patrocínios ficou em US$506 milhões, alta de 14%, com 65% vinda de mercados internacionais.
O serviço de bilheteria Ticketmaster registrou receita de US$870 milhões, crescimento de 9%, e AOI de US$316 milhões, contribuindo para o desempenho consolidado da Live Nation.



