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Saúde2 min de leitura

SUS registra 9.904 testes positivos para HPV de alto risco

Estudo da Unicamp aponta que o exame molecular antecipou em 10 anos a detecção do câncer em uma amostra; 26 estados já adotaram o novo protocolo

Por Redação Mastigado

Fonte: Agência Brasil · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Desde que o exame molecular passou a ser oferecido pelo SUS, 9.904 testes tiveram resultado positivo para HPV de alto risco — o subtipo associado ao câncer do colo do útero. O teste identifica o vírus antes de lesões pré‑cancerígenas, ampliando as chances de prevenção e tratamento precoce.
SUS registra 9.904 testes positivos para HPV de alto risco
Foto: João Risi/MS

A Organização Mundial da Saúde recomenda o uso do exame molecular de rastreio desde 2013. No início deste ano o sistema público de saúde passou a adotar essa metodologia em substituição ao Papanicolau nos protocolos de triagem.

Desde a implantação do novo teste, 9.904 amostras registraram resultado positivo para o subtipo de maior risco associado ao câncer do colo do útero, informou a reportagem.

O que o exame muda

O principal benefício é a detecção do vírus antes que ele evolua para lesões pré‑cancerígenas, o que permite encaminhamento e tratamento mais precoces. Segundo estudo do Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher da Unicamp com participantes de um programa em Indaiatuba (SP), o uso do exame molecular antecipou em cerca de 10 anos a detecção do câncer em relação ao Papanicolau.

Na pesquisa citada, a média de idade de rastreamento com o Papanicolau foi de 49,3 anos, enquanto o teste molecular reduziu essa média para 39,6 anos.

Alcance e estimativas

Até o momento, 26 estados já adotaram o novo protocolo. O Ministério da Saúde informou que o Espírito Santo, único estado que ainda não fez a substituição, deve receber os novos testes ainda este ano.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano até 2028. O tumor é o terceiro mais comum entre mulheres no país, mas, se detectado precocemente, tem taxas de cura superiores a 95%.