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Anvisa libera entrega de medicamentos por apps de delivery

Decisão publicada no DOU revoga proibições e permite iFood, Rappi, Mercado Livre, Americanas, Submarino e Shopee fazerem entregas de farmácias licenciadas; autorização depende de regulamentação

Por Redação Mastigado

Fonte: CNN Brasil · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

A Anvisa revogou medidas que proibiam a comercialização, propaganda e entrega de medicamentos por plataformas digitais e, em publicação no DOU, autorizou que apps como iFood, Rappi, Mercado Livre, Americanas, Submarino e Shopee realizem entregas para farmácias e drogarias licenciadas. A liberação não é autorização automática: empresas continuam obrigadas a cumprir a regulamentação sanitária e a atuação dependerá de normas que a agência ainda vai editar.
Anvisa libera entrega de medicamentos por apps de delivery

A Anvisa publicou no Diário Oficial da União a revogação de resoluções que proibiam a comercialização, a propaganda e a entrega de medicamentos por plataformas digitais. Com a mudança, aplicativos de delivery e marketplaces passam a poder realizar a logística e a entrega de remédios vendidos por farmácias e drogarias regularmente licenciadas.

O que muda

A decisão considera a Lei nº 15.357, em vigor desde 20 de março de 2026, que permite às farmácias e drogarias contratar canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para logística e entrega de medicamentos. A revogação atinge restrições aplicadas anteriormente a diferentes empresas.

  • iFood e Rappi: anteriormente proibidos de comercializar, distribuir e anunciar produtos farmacêuticos;
  • Mercado Livre, Americanas e Submarino (grupo B2W): anteriormente tinham proibições sobre comercialização e propaganda;
  • Shopee: teve a comercialização e propaganda liberadas em publicação no DOU na quinta-feira (6).

Limites e exigências

A Anvisa deixou claro que a revogação das medidas punitivas não dá autorização automática para venda de medicamentos pelas plataformas. As empresas e as farmácias continuam sujeitas à regulamentação sanitária aplicável e a autorização efetiva dependerá de uma regulamentação específica que a agência ainda precisa editar.

O que disseram as empresas

O Mercado Livre afirmou receber positivamente a decisão, disse que a medida favorece a livre concorrência e que acompanha a revisão da regulamentação pela Anvisa, mencionando também uma operação piloto de venda direta em São Paulo e a intenção de ampliar o modelo de marketplace de farmácias. A Americanas declarou que, no momento, não comercializa medicamentos em suas plataformas e segue atenta às decisões regulatórias. A Shopee considerou a mudança um avanço para o e-commerce e disse que a venda será permitida apenas por farmácias e drogarias devidamente licenciadas.

Outras empresas citadas foram procuradas e respostas podem ser acrescentadas quando fornecidas.