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Curiosidades2 min de leitura

Archaeopteryx podia decolar com dois ou três saltos, diz estudo

Modelo baseado em aves modernas indica que a ‘primeira ave’ usava as pernas para impulsionar a decolagem e asas para manter cerca de 7 m/s

Por Redação Mastigado

Fonte: g1 · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Um estudo compara a anatomia do Archaeopteryx com aves atuais e conclui que ele poderia levantar voo com dois ou três saltos das pernas, possivelmente combinando um batimento de asas entre os saltos, para alcançar uma velocidade de cerca de 7 m/s.
Archaeopteryx podia decolar com dois ou três saltos, diz estudo

Um estudo que comparou a biomecânica do Archaeopteryx com a de aves modernas sugere que esse fóssil jurássico, frequentemente chamado de “primeira ave”, podia decolar do chão usando principalmente a força das pernas.

Como os pesquisadores chegaram a essa conclusão

Os cientistas partiram da observação do comportamento de decolagem de aves atuais e de medições experimentais com placas de força, filmagens em alta velocidade e tomografias do esqueleto. Espécies como pegas, estorninhos, corvos, pombas e tentilhões mostraram que as pernas fornecem a principal força inicial no impulso para o voo.

Com a cinemática detalhada das articulações e músculos das patas, os pesquisadores adaptaram o modelo para a anatomia do Archaeopteryx. Apesar de o animal ter asas e penas, ele não possuía um esterno com quilha — característica que nas aves modernas serve de âncora para músculos de voo potentes — e, portanto, não podia gerar batidas de asas tão vigorosas quanto as de aves atuais.

O que o Archaeopteryx podia fazer

O modelo indica que o Archaeopteryx poderia alcançar a decolagem por meio de dois saltos consecutivos das pernas; com três saltos, a velocidade aumentaria ainda mais. Uma alternativa viável seria a sequência salto–batida de asas–salto, que reduziria o número de impulsos necessários para atingir a velocidade de cruzeiro estimada em cerca de 7 metros por segundo.

Esses mecanismos permitiriam que o animal se libertasse do solo sem a anatomia altamente especializada ao voo observada em pombos, corvos ou gaviões, o que sugere que formas de transição entre dinossauros e aves já eram funcionalmente eficientes em empreendimentos de voo primitivos.

Implicações

O resultado abre caminho para interpretar a evolução do voo como um processo em que membros posteriores potentes — típicos dos terópodes, ancestrais das aves — desempenharam um papel central nas primeiras decolagens, com batimentos de asas servindo para ampliar ou manter o impulso já iniciado pelas pernas.

O estudo também ressalta que, embora o Archaeopteryx seja atualmente a ramificação mais antiga conhecida na linhagem das aves, futuras descobertas fósseis poderão alterar a posição exata desse táxon.