O forte local é considerado um dos mais bem preservados da área e foi utilizado principalmente entre o século 2 e meados do século 3. Ao lado havia um vicus — um assentamento de comerciantes e famílias — que até agora não havia sido escavado em profundidade.
Quais achados
- Um templo dedicado ao deus da guerra, Marte.
- Uma estátua de Marte e uma inscrição religiosa vinculada ao culto.
- Uma estatueta da deusa Vitória, que segura um ramo de palmeira e traz uma coroa de louros.
- Fornos para assar pão, indicando práticas artesanais até então desconhecidas na região.
- Pedaços de cerâmica datados de depois da Queda dos Limes, os primeiros desse período encontrados no local.
Boa parte das peças apareceu a poucos centímetros do solo e está em bom estado de conservação. Pesquisadores atribuem essa preservação ao fato de a área ser arborizada e pouco usada para agricultura, o que reduziu o impacto do cultivo sobre os vestígios.
Os fornos de pão foram uma surpresa: a hipótese levantada é de que essas atividades artesanais funcionavam antes da formação do vicus e acabaram sendo soterradas durante a ocupação romana do forte.
Os fragmentos cerâmicos posteriores ao abandono romano indicam que o local pode ter continuado ocupado por povos germânicos — os alamanos — após a retirada das tropas. Essa é a primeira evidência arqueológica desse período encontrada ali.
As escavações começaram em 2024 e os pesquisadores planejam novas intervenções em 2027 para aprofundar a compreensão sobre a sequência de ocupação e as funções do assentamento ao redor do forte.



