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Curiosidades2 min de leitura

Escápula revela que combates com ursos já existiam na Inglaterra do século XII

Radiocarbono datou o osso entre 1024 e 1155; achado sugere que ursos eram importados para espetáculos logo após a conquista normanda

Por Redação Mastigado

Fonte: Terra · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Uma escápula de urso submetida à datação por radiocarbono foi situada entre 1024 e 1155, indicando que combates entre ursos e cães ocorriam na Inglaterra no século XII — cerca de 400 anos antes do período elisabetano — e que ursos teriam sido importados após a conquista normanda.
Escápula revela que combates com ursos já existiam na Inglaterra do século XII
Foto: Imagem gerada por IA / Catraca Livre

O osso foi achado em 1864 no distrito de Richmond, no norte da Inglaterra, e permaneceu guardado por décadas em um museu de Yorkshire antes de receber uma nova investigação científica.

A datação por radiocarbono aplicada ao material situou a escápula entre os anos de 1024 e 1155. Essa cronologia coloca o exemplar no século XII, muito antes do período elisabetano e do palco que consagrou espetáculos com animais nos séculos posteriores.

Os pesquisadores associam o osso a práticas de combate animal documentadas historicamente: matilhas de cães eram lançadas contra ursos acorrentados para entretenimento público. As evidências materiais, segundo o estudo, confirmam que esse tipo de espetáculo já mobilizava comunidades medievais no século XII.

Principais achados

  • Escápula de urso datada entre 1024 e 1155.
  • Comprovação de combates animais na Inglaterra do século XII.
  • Indícios de que ursos foram trazidos ao território após a conquista normanda.
  • Descobertas que reescrevem a cronologia sobre a importação de animais e tradições cruéis na Idade Média.

Os autores do estudo destacam que a chegada dos normandos ao poder aumentou a circulação de espécies exóticas pela Europa, impulsionando o comércio de animais selvagens e facilitando a realização de espetáculos públicos envolvendo ursos.

Para a arqueologia, o caso reforça o potencial de reavaliação de acervos antigos: artefatos esquecidos em depósitos museológicos podem, com técnicas modernas, oferecer novas datas e reinterpretar práticas sociais do passado.