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Saúde2 min de leitura

Atacante do Tenerife morreu após choque em jogo; especialistas explicam por quê

Médicos destacam dois mecanismos — commotio cordis e contusão miocárdica — e reforçam importância de desfibriladores e atendimento rápido em campo

Por Redação Mastigado

Fonte: R7 · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Jesús de Miguel, atacante do Tenerife, sofreu uma parada cardíaca depois de um choque com o goleiro Jesús Owono; reanimado em campo, foi levado ao hospital, onde teve nova parada irreversível e morreu. Especialistas apontam dois mecanismos possíveis: commotio cordis (arritmia elétrica súbita) ou contusão miocárdica (lesão direta do músculo cardíaco).
Atacante do Tenerife morreu após choque em jogo; especialistas explicam por quê
Foto: Reprodução/R7

Impactos diretos no tórax podem desorganizar a atividade elétrica do coração em uma janela temporal extremamente curta. Se o golpe acontece no momento errado do ciclo elétrico — durante a repolarização ventricular — ele pode desencadear uma arritmia fatal instantaneamente. Em impactos de maior energia, o próprio tecido cardíaco pode sofrer lesão.

Quais mecanismos podem causar a parada?

Especialistas descrevem dois cenários distintos:

  • Commotio cordis: um impacto no peito no instante preciso da repolarização ventricular (janela de cerca de 15–20 milissegundos) pode converter a energia mecânica em um estímulo elétrico caótico, provocando fibrilação ventricular sem necessariamente haver lesão estrutural visível.
  • Contusão miocárdica: golpes de altíssima intensidade podem causar lesão direta ao músculo cardíaco, com necrose localizada, edema e arritmias secundárias ao dano estrutural.

Em ambos os casos, a evolução para parada cardíaca é rápida e depende da rapidez e da qualidade do atendimento de emergência para determinar o prognóstico.

O que ocorreu no jogo

No confronto em que ocorreu o acidente, o atacante Jesús de Miguel colidiu com o goleiro Jesús Owono e sofreu um colapso em campo. A equipe médica procedeu à reanimação imediata e o jogador foi estabilizado e transferido para uma unidade hospitalar, onde sofreu uma nova parada cardíaca considerada irreversível.

A ocorrência reacende a discussão sobre limites da prevenção: embora exames cardiológicos detectem muitas cardiopatias ocultas, traumas torácicos agudos obedecem a outra dinâmica — física e eletrofisiológica — que nem sempre é previsível mesmo em atletas considerados saudáveis.

Prevenção e resposta em campo

Profissionais consultados ressaltam a importância de protocolos de emergência bem testados, presença obrigatória de desfibriladores externos automáticos (DEAs) em estádios e equipes treinadas para agir nos segundos iniciais após o colapso. Esses elementos são decisivos para aumentar as chances de sobrevida em casos de parada cardíaca traumática.

Tragédias como essa ilustram que, além do rastreio de doenças cardíacas, a segurança no esporte exige preparação para eventos agudos e imprevisíveis que envolvem a biomecânica do impacto e a rapidez da resposta médica.

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