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Economia3 min de leitura

Balança comercial registra superávit recorde de US$ 9,32 bilhões em outubro

Ministério do Desenvolvimento cortou projeção de superávit para 2026 para US$ 84,4 bilhões; exportações acumuladas no ano subiram 11,2%

Por Redação Mastigado

Fonte: Agência Brasil · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

A balança comercial teve superávit de US$ 9,32 bilhões em outubro, o maior para o mês desde 1989. O resultado foi puxado por exportações de US$ 31,51 bilhões (+20%), com destaque para petróleo, combustíveis, cereais e soja; a corrente de comércio atingiu US$ 56,33 bilhões.
Balança comercial registra superávit recorde de US$ 9,32 bilhões em outubro
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) atribuiu o desempenho da balança em outubro ao avanço das vendas externas, liderado pela indústria extrativa, e ao aumento dos preços do petróleo após o agravamento da guerra no Oriente Médio.

Principais números

  • Superávit: US$ 9,32 bilhões (alta de 39,4% ante outubro de 2025)
  • Exportações: US$ 31,51 bilhões (alta de 20%)
  • Importações: US$ 24,82 bilhões (alta de 14,8%)
  • Corrente de comércio: US$ 56,33 bilhões (alta de 17,7%)

Exportações

O crescimento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela agropecuária e pela indústria de transformação. Por setor, a indústria extrativa somou US$ 11,52 bilhões (+53,5%), a indústria de transformação US$ 18,38 bilhões (+7,7%) e a agropecuária US$ 7,63 bilhões (+12,8%).

No conjunto de produtos, sobressaíram o petróleo bruto (alta de 122,6% ante outubro do ano passado) e minérios de metais e concentrados (900,6%). Na indústria de transformação, combustíveis cresceram 164,5% e farelos de soja 39,1%. Na agropecuária, destacaram-se soja (+8,9%), animais vivos, exceto pescados (+212,1%), e o salto nas exportações de centeio e aveia por diferença de cronograma de embarque.

Destinos das vendas

As exportações avançaram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo Estados Unidos, apesar de tensões comerciais. As vendas ao mercado americano subiram 11,4% em outubro, enquanto as destinadas à China caíram 5,3% em razão do fim da cota para vendas de carnes.

Por região: Europa teve US$ 7,76 bilhões (+35,8%), América do Norte US$ 5,66 bilhões (+47,4%), América do Sul US$ 4,58 bilhões (+14,9%) e Ásia US$ 15,41 bilhões (+9,3%). O crescimento para a União Europeia foi associado ao acordo com o Mercosul, que tem impulsionado vendas de alimentos ao bloco.

Importações

As compras no exterior subiram 14,8%, puxadas principalmente por combustíveis, cujo preço médio avançou 84,2% em outubro ante igual mês de 2025. Por categoria, bens de capital somaram US$ 3,7 bilhões (+4%), bens intermediários US$ 15,2 bilhões (+2,7%), bens de consumo US$ 5,1 bilhões (+25,9%) e combustíveis US$ 4,5 bilhões (+86,8%).

Acumulado e projeções

De janeiro a outubro, a balança registrou superávit de US$ 71,04 bilhões (alta de 34,1% sobre 2025), com exportações acumuladas de US$ 321,88 bilhões (+11,2%) e importações de US$ 250,84 bilhões (+6,1%).

Em outubro o Mdic revisou para baixo sua projeção para 2026: o superávit esperado caiu de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões, a previsão de exportações foi reduzida para US$ 382,5 bilhões e a de importações para US$ 298,1 bilhões. A estimativa do Mdic permanece acima da projeção do mercado financeiro do Boletim Focus, que aponta superávit de US$ 79,9 bilhões para o ano.

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