Pular para o conteúdo

Política2 min de leitura

Câmara de SP arquiva pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes

Relator e presidente da comissão defenderam que a denúncia deve ser analisada pela Justiça Eleitoral; prefeitura apresentou imagens que, diz, mostram terminais vazios

Por Redação Mastigado

Fonte: Agência Brasil · Ler matéria completa

Compartilhar

Resumo Mastigado

A Comissão Especial da Câmara de Vereadores de São Paulo arquivou o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes. Cinco vereadores votaram contra a abertura do processo; os autores, Luana Alves (PSOL) e Hélio Rodrigues (PT), votaram a favor. Eles acusaram que apenas cerca de 70% da frota circulou no 2º turno, prejudicando eleitores; a prefeitura negou falhas e afirmou que a oferta superou a demanda.
Câmara de SP arquiva pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Como foi a votação

  • A comissão especial decidiu pelo arquivamento do pedido de impeachment.
  • Votaram contra o prosseguimento: Rubinho Nunes (União), que presidiu a comissão; Major Palumbo (PP), relator; Dra. Sandra Tadeu (PL); Kenji Ito (Pode); e Sandra Santana (MDB).

Os autores do pedido, as vereadoras Luana Alves (PSOL) e Hélio Rodrigues (PT), sustentaram que houve irregularidade no transporte público no segundo turno das eleições. Segundo Luana Alves, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo havia determinado a circulação de 100% da frota naquele dia, mas, na prática, apenas cerca de 70% dos ônibus estavam nas ruas.

Os autores afirmaram que a redução da frota prejudicou sobretudo quem saía do trabalho e se dirigia aos locais de votação. "Foi caso pensado e não logístico, senão teríamos uma diminuição por igual em todas as regiões da cidade. É tentativa de manipulação eleitoral", disse Luana Alves. Hélio Rodrigues acrescentou: "Tivemos problemas de circulação, os pontos estavam cheios e havia menos carros circulando. Ainda teve perseguição política".

A prefeitura de São Paulo negou que tenha havido problemas que impedissem eleitores de votar e afirmou que a oferta de transporte estava acima da demanda. Segundo o Executivo, imagens registradas em terminais e pontos de corredor mostram baixo número de passageiros.

O relator do caso na comissão, Major Palumbo (PP), defendeu que a denúncia não constitui base para abertura de processo na Câmara Municipal e que os fatos devem ser analisados pela Justiça Eleitoral. Palumbo afirmou que, no dia das eleições, os atos ocorreram dentro das normas eleitorais e não demonstram infração cometida pelo prefeito.

O episódio foi citado em um contexto mais amplo em que eleitores de outras cidades relataram falta de ônibus no dia da votação. Em alguns casos, campanhas pediram ao Tribunal Superior Eleitoral a prorrogação do horário de votação; o ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin chegou a determinar a ampliação do horário em locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas.

Conteúdo agregado de fontes citadas, com crédito e link. Pedir retirada