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Política2 min de leitura

Senado aprova PEC da Segurança Pública; redução da maioridade penal fica de fora

Texto abre caminho para penas mais duras a chefes de facções, criação do SUSP e aumento de repasses; propostas sobre idade penal serão tratadas separadamente.

Por Redação Mastigado

Fonte: Agência Brasil · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

O Senado aprovou em dois turnos a PEC da Segurança Pública — com apoio unânime dos votantes — que endurece penas e cria regimes especiais para chefes de facções, institui o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e amplia repasses federais. Emendas que reduziriam a maioridade penal foram retiradas do texto e ficarão para tramitação à parte.
Senado aprova PEC da Segurança Pública; redução da maioridade penal fica de fora
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A PEC reorganiza a governança da segurança pública no país, definindo medidas para ampliar o enfrentamento ao crime organizado, endurecer punições a líderes de facções e criar mecanismos de cooperação entre União, estados e municípios.

Maioridade penal

Durante a tramitação em plenário, senadores apresentaram emendas que propunham reduzir a maioridade penal para 16 anos (com previsão de 14 anos em casos específicos) ou reduzir para 16 apenas em crimes hediondos. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), não acolheu essas emendas no texto final e sugeriu que fossem transformadas em propostas autônomas.

Por 38 a 36, o Senado aprovou o requerimento do relator para separar as emendas em projetos distintos, que poderão tramitar e ser votados independentemente. Se aprovadas, essas propostas retornariam à Câmara.

O que muda

Entre as mudanças constitucionais previstas, a PEC prevê a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), altera o artigo 144 para consignar que a segurança será exercida em regime de cooperação federativa e estimula atuação integrada e descentralizada das instituições de segurança.

Facções, milícias e medidas penais

O texto estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para chefes de facções e milícias, incluindo a possibilidade de prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação da progressão de regime. Também prevê medidas patrimoniais sobre recursos criminosos, responsabilização de pessoas jurídicas e proteção a denunciantes e familiares.

Polícias e financiamento

A PEC amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal, autoriza a criação de polícias municipais de natureza civil sob controle externo do Ministério Público e aumenta a vinculação de recursos para segurança pública.

  • Fica previsto que 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados a estados e municípios, com exceções para despesas de custeio e investimentos na polícia penitenciária nacional.
  • O texto também prevê destinar 10% do superávit anual do Fundo Social (ligado ao pré-sal) aos fundos de segurança.

O relator argumentou que as regras de financiamento fortalecem a previsibilidade e a perenidade das ações policiais. O texto aprovado na Câmara foi mantido pelo Senado e seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional.

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