Partes como cascas, sementes e talos costumam ser descartadas por serem duras ou terem sabor pouco agradável. Os autores do estudo sugerem incorporá‑las a preparações culinárias — raladas, trituradas ou assadas — para melhorar textura e paladar e facilitar o consumo.
Alimentos analisados
- Abóbora
- Kiwi
- Melancia
- Brócolis
- Pimentão
- Abacaxi
- Alho‑poró
- Funcho
- Couve
- Aipo
- Couve‑flor
- Beterraba
Os pesquisadores mediram o teor de fibras dessas partes e o compararam com o das porções que normalmente se consomem. Em 10 dos alimentos avaliados, cascas, sementes ou talos apresentaram maior concentração de fibras do que a polpa.
Entre os exemplos citados estão a casca e o miolo do abacaxi, que apresentaram cerca de 450% mais fibras que a polpa, e a abóbora, cujas sementes e casca tiveram 9,25 g de fibras a cada 100 g, contra 2 g na polpa.
Os autores defendem uma abordagem "da raiz à ponta" (root‑to‑tip) para incorporar esses subprodutos na alimentação. Além do ganho nutricional, a prática pode reduzir o desperdício de alimentos e, em ambientes comerciais, diminuir os custos das cozinhas.
Os pesquisadores observam que, embora partes de frutas e vegetais já tenham sido usadas para aumentar o teor de fibras em alimentos processados, o potencial de muitos componentes ainda não era totalmente conhecido. Para tornar as partes descartadas mais aproveitáveis, eles citam métodos como ralar, triturar e assar, que ajudam a suavizar textura e ampliar opções de uso em receitas.
O estudo também destaca a relevância prática do tema: grande parte da população não ingere a quantidade diária recomendada de fibras, o que torna importante explorar fontes alternativas dentro dos próprios alimentos que descartamos.



