Pular para o conteúdo

Curiosidades2 min de leitura

Companheira de Betelgeuse atravessa sua atmosfera e a perturba, dizem astrônomos

A gigante vermelha já mostrou sinais de recuperação após o 'Great Dimming' de 2020; a pequena estrela foi batizada de Siwarha, que significa 'pulseira'.

Por Redação Mastigado

Fonte: Space.com · Ler matéria completa

Compartilhar

Resumo Mastigado

Observações em rádio mostram que uma companheira menor corta a atmosfera estendida de Betelgeuse e deixa uma esteira que deforma o envelope da estrela. Dados do VLA e do ALMA coletados entre 2021 e 2026 sustentam o achado; os autores pedem mais monitoramento.
Companheira de Betelgeuse atravessa sua atmosfera e a perturba, dizem astrônomos
Foto: NSF/AUI/NSF NRAO/M. Weiss

O envelope da gigante vermelha se deforma em resposta à passagem da companheira: os mapas mostram que o gás se estica em forma de ovo quando o objeto está mais afastado e tende a arredondar-se quando ele cruza em frente ou atrás do disco estendido.

A acompanhante recebeu o nome Siwarha — que significa "pulseira" — em referência à posição da estrela no ombro da constelação de Orion. Lynn Matthews, pesquisadora do MIT Haystack Observatory que liderou as observações, afirma que o corpo está orbitando tão perto que chega a atravessar a atmosfera estendida da estrela.

Como descobriram

Os pesquisadores combinaram dados de rádio de alta resolução para rastrear mudanças na forma do envelope estelar e detectar a trilha deixada pela companheira, descrita na comparação com a esteira deixada por um barco a jato em um lago.

O estudo também confirma que a estrela tem se recuperado do episódio de escurecimento extremo de 2020 conhecido como "Great Dimming"; trabalhos anteriores já sugeriam a presença de um objeto de baixa massa dentro do envelope estendido, e a existência da companheira foi confirmada no início de 2026.

Próximos passos

Os autores dizem que é preciso observar mais fases da órbita, sobretudo em frequências de rádio pouco amostradas até agora, para confirmar o impacto da companheira sobre a perda de massa da estrela. Um projeto futuro, o Next Generation Very Large Array, deve facilitar esse monitoramento e ajudar a entender como companheiras próximas influenciam a evolução final de supergigantes vermelhas.

Os resultados estão descritos em artigo publicado na revista The Astronomical Journal.

Conteúdo agregado de fontes citadas, com crédito e link. Pedir retirada