O envelope da gigante vermelha se deforma em resposta à passagem da companheira: os mapas mostram que o gás se estica em forma de ovo quando o objeto está mais afastado e tende a arredondar-se quando ele cruza em frente ou atrás do disco estendido.
A acompanhante recebeu o nome Siwarha — que significa "pulseira" — em referência à posição da estrela no ombro da constelação de Orion. Lynn Matthews, pesquisadora do MIT Haystack Observatory que liderou as observações, afirma que o corpo está orbitando tão perto que chega a atravessar a atmosfera estendida da estrela.
Como descobriram
Os pesquisadores combinaram dados de rádio de alta resolução para rastrear mudanças na forma do envelope estelar e detectar a trilha deixada pela companheira, descrita na comparação com a esteira deixada por um barco a jato em um lago.
O estudo também confirma que a estrela tem se recuperado do episódio de escurecimento extremo de 2020 conhecido como "Great Dimming"; trabalhos anteriores já sugeriam a presença de um objeto de baixa massa dentro do envelope estendido, e a existência da companheira foi confirmada no início de 2026.
Próximos passos
Os autores dizem que é preciso observar mais fases da órbita, sobretudo em frequências de rádio pouco amostradas até agora, para confirmar o impacto da companheira sobre a perda de massa da estrela. Um projeto futuro, o Next Generation Very Large Array, deve facilitar esse monitoramento e ajudar a entender como companheiras próximas influenciam a evolução final de supergigantes vermelhas.
Os resultados estão descritos em artigo publicado na revista The Astronomical Journal.



