O mercado financeiro brasileiro terminou a sessão em ajuste, com a moeda norte‑americana chegando a superar momentaneamente a barreira dos R$ 5,50 e a bolsa acumulando sua sexta sessão consecutiva de perdas desde as eleições.
O dólar comercial registrou valorização de 0,74% ao final do pregão e ficou cotado a R$ 5,486. Na máxima do dia, por volta das 13h50, a moeda chegou a R$ 5,509.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, avançou 0,13% durante a sessão, refletindo parte da valorização externa da moeda norte‑americana.
Fatores que mexeram com o mercado
- Incertezas fiscais no Brasil e dúvidas sobre a condução das contas publicas após a reeleição;
- Expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic;
- Repercussão das propostas do economista André Lara Resende sobre mudanças no regime monetário;
- Cenário internacional, incluindo movimentações nas eleições legislativas dos EUA e alta do dólar frente a outras moedas.
Na bolsa, o Ibovespa caiu 1,42%, chegando a patamares mais baixos do que nas semanas anteriores e atingindo mínimos intradiários de 164.446,53 pontos em parte do pregão. As ações de Petrobras e Vale foram entre as que mais pressionaram o índice, em um dia marcado por ajustes nos preços internacionais do petróleo e de outras commodities.
Copom e projeções
A taxa Selic está em 13,75% ao ano e a reunião do Copom estava no centro das atenções dos investidores. O boletim Focus divulgado no dia elevou a projeção de inflação para 2027 de 4,34% para 4,76%, acima do teto da meta, e aumentou a estimativa para a Selic no fim de 2027, de 11,75% para 12,50%.
Pela manhã, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que as propostas de André Lara Resende apresentam deficiências e não estão em discussão no governo, e reafirmou a defesa de um ajuste fiscal gradual.
O andamento da política monetária e as declarações oficiais sobre a agenda fiscal devem seguir como fatores-chave para o comportamento dos ativos brasileiros nos próximos pregões.



