A cotação do dólar chegou a R$ 5,498 na máxima da sessão, por volta das 13h30, mas virou para queda ao longo da tarde e terminou o pregão em terreno negativo.
Principais números
- Dólar à vista: R$ 5,451 (-0,64%)
- Ibovespa: 167.563,47 pontos (+1,23%)
- Dólar global (índice DXY): 101,520 pontos (-0,2%)
- Petróleo Brent: US$ 94,62 por barril (-8,67%)
O movimento no câmbio foi influenciado pelo resultado das eleições legislativas nos Estados Unidos, em que os democratas conquistaram maioria no Senado e na Câmara. O desfecho reduziu a percepção de risco sobre mudanças bruscas na política econômica dos EUA e contribuiu para o enfraquecimento do dólar mundial. A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA também favoreceu moedas de países emergentes.
No Brasil, porém, os ganhos do real foram moderados pela cautela dos investidores diante das incertezas fiscais e pela expectativa sobre a condução da política econômica do próximo governo. Parte do mercado aguardava a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), com parcela dos agentes esperando a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano.
O ambiente externo mais favorável a ativos de risco impulsionou ações de bancos, da Vale e de outras empresas sensíveis a juros. Em sentido contrário, os papéis da Petrobras — os mais negociados na bolsa — recuaram significativamente, refletindo a forte queda do petróleo no mercado internacional.



