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Economia2 min de leitura

Dólar sobe e registra maior alta semanal desde 2008; Ibovespa tem pior semana desde 2020

Movimento foi puxado pela reeleição de Lula, incertezas sobre a política fiscal, saída de investidores estrangeiros e turbulência em ações de tecnologia lá fora

Por Redação Mastigado

Fonte: Agência Brasil · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

O dólar fechou a R$ 5,446, alta de 1,09% no dia, acumulando valorização de 9,15% na semana — a maior desde 2008. O Ibovespa recuou 0,75% no pregão e somou perda semanal de 18,12%, o pior resultado desde março de 2020.
Dólar sobe e registra maior alta semanal desde 2008; Ibovespa tem pior semana desde 2020
Foto: Reprodução/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro terminou outubro sob forte pressão, com investidores reavaliando posições após o segundo turno das eleições. A combinação de incertezas sobre a política fiscal, expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e a procura por proteção antes do feriado alimentou a volatilidade.

Números do dia

  • Dólar à vista: R$ 5,446 (+1,09%)
  • Máxima do dia: R$ 5,463 (por volta das 16h)
  • Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75%)
  • Dólar na semana: +9,15%
  • Ibovespa na semana: -18,12%
  • Dólar em outubro: +5,27%
  • Ibovespa em outubro: -9,88%

Câmbio

O dólar comercial fechou em R$ 5,446, no maior valor de fechamento de 2026. Durante a sessão a moeda chegou a R$ 5,463 antes de reduzir parte dos ganhos. Parte da volatilidade esteve ligada à formação da Ptax de fim de mês, referência usada na liquidação de contratos futuros de câmbio.

Além da dinâmica doméstica, a busca por proteção cambial cresceu em função da reavaliação das posições dos investidores após o resultado eleitoral e da espera por medidas sobre as contas públicas.

Bolsa acumula perdas

O principal índice da B3 encerrou a sexta com a quinta sessão seguida de queda. Na semana, o Ibovespa acumulou recuo de 18,12%, a maior perda desde março de 2020. No mês, a baixa foi de 9,88%, o pior outubro desde junho de 2022.

A pressão sobre os ativos se intensificou após a reeleição do presidente, quando o primeiro pregão após o resultado acionou o circuit breaker. A saída de recursos estrangeiros também contribuiu: nos três primeiros pregões da semana houve retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações, segundo dados da B3.

Cenário externo

O mercado global também pesou: nos Estados Unidos, o índice S&P 500 caiu 1,82% em dia marcado por resultados e ajustes em empresas de tecnologia e investimentos em inteligência artificial. O índice do dólar, que mede a moeda frente a uma cesta de seis divisas fortes, estava em 101,890 pontos (às 17h31), influenciando moedas de países emergentes.

Com informações da Reuters.