O mercado financeiro brasileiro terminou outubro sob forte pressão, com investidores reavaliando posições após o segundo turno das eleições. A combinação de incertezas sobre a política fiscal, expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e a procura por proteção antes do feriado alimentou a volatilidade.
Números do dia
- Dólar à vista: R$ 5,446 (+1,09%)
- Máxima do dia: R$ 5,463 (por volta das 16h)
- Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75%)
- Dólar na semana: +9,15%
- Ibovespa na semana: -18,12%
- Dólar em outubro: +5,27%
- Ibovespa em outubro: -9,88%
Câmbio
O dólar comercial fechou em R$ 5,446, no maior valor de fechamento de 2026. Durante a sessão a moeda chegou a R$ 5,463 antes de reduzir parte dos ganhos. Parte da volatilidade esteve ligada à formação da Ptax de fim de mês, referência usada na liquidação de contratos futuros de câmbio.
Além da dinâmica doméstica, a busca por proteção cambial cresceu em função da reavaliação das posições dos investidores após o resultado eleitoral e da espera por medidas sobre as contas públicas.
Bolsa acumula perdas
O principal índice da B3 encerrou a sexta com a quinta sessão seguida de queda. Na semana, o Ibovespa acumulou recuo de 18,12%, a maior perda desde março de 2020. No mês, a baixa foi de 9,88%, o pior outubro desde junho de 2022.
A pressão sobre os ativos se intensificou após a reeleição do presidente, quando o primeiro pregão após o resultado acionou o circuit breaker. A saída de recursos estrangeiros também contribuiu: nos três primeiros pregões da semana houve retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações, segundo dados da B3.
Cenário externo
O mercado global também pesou: nos Estados Unidos, o índice S&P 500 caiu 1,82% em dia marcado por resultados e ajustes em empresas de tecnologia e investimentos em inteligência artificial. O índice do dólar, que mede a moeda frente a uma cesta de seis divisas fortes, estava em 101,890 pontos (às 17h31), influenciando moedas de países emergentes.
Com informações da Reuters.



