Pular para o conteúdo

Economia3 min de leitura

Dólar sobe na abertura com incertezas políticas e econômicas

Mercado reage a indicadores dos EUA, resultados corporativos e desdobramentos políticos no Brasil; Confaz aprovou ajuste do ICMS sobre combustíveis

Por Redação Mastigado

Fonte: economia.ig.com.br · Ler matéria completa

Compartilhar

Resumo Mastigado

O dólar abriu em alta de 0,37%, cotado a R$ 5,3599, enquanto o Ibovespa recuava para 170,2 mil pontos, em dia de atenção a dados dos EUA, balanços e incertezas políticas e tributárias no Brasil.
Dólar sobe na abertura com incertezas políticas e econômicas
Foto: Unsplash/Alexander Grey

Investidores adotaram postura cautelosa no início do pregão, com atenção concentrada em indicadores econômicos dos Estados Unidos, balanços corporativos e eventos políticos e fiscais no Brasil, que juntos ajudaram a puxar a cotação do dólar para cima.

O que movimentou o mercado

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,75% e 4%. O mercado agora analisa dados como o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) e a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que mostrou crescimento anualizado de 3,4%. Esses números ajudam a calibrar expectativas sobre os próximos passos da política monetária americana.

Incerteza política e repercussão internacional

No Brasil, a viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e declarações em que ele se autodenomina o "legítimo presidente eleito" e "líder do Brasil" elevaram a atenção sobre possíveis tensões diplomáticas. As legendas de sua base reconheceram a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, mas o episódio alimentou apreensão sobre reflexos políticos que podem afetar a economia e a confiança do mercado.

Mudanças tributárias no radar

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou a atualização das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, com vigência a partir do próximo ano, decisão publicada no Diário Oficial da União. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União aprovou proposta que prevê uma alíquota de referência de 11,3% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em 2027; a medida ainda depende de aprovação do Congresso.

Desempenho do dólar e da Bolsa

Na abertura, o dólar subiu 0,37%, cotado a R$ 5,3599, enquanto o Ibovespa recuava para 170,2 mil pontos após três pregões de perdas. A pressão sobre a Bolsa aparece nas ações de grandes empresas: papéis da Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e de vários bancos operavam em queda nos primeiros negócios.

Investidores também aguardam o balanço do terceiro trimestre da Vale, previsto para divulgação após o fechamento do pregão, que pode influenciar a avaliação da companhia pelo mercado.

Bolsas internacionais e resultados corporativos

Na Ásia, Xangai e o CSI 300 avançaram 0,9%; o Nikkei subiu 1,08%; o Kospi da Coreia do Sul teve alta de 6,63%; e o Hang Seng valorizou 0,23%. Nos Estados Unidos, a Alphabet apresentou resultados abaixo do esperado em publicidade, enquanto a Microsoft superou estimativas. A Samsung registrou resultados recordes. Mercado aguarda ainda balanços da Amazon e da Intel, e os índices futuros de Wall Street operavam em queda: Dow Jones Futuro -0,25%, S&P 500 -0,34% e Nasdaq -1,25%.

Outros indicadores no Brasil

Entre dados domésticos, o Tesouro Nacional registrou superávit primário do Governo central de R$ 4,839 bilhões em setembro. O estoque de crédito cresceu 0,4% em setembro, alcançando R$ 7,444 trilhões, e o IGP-M subiu 1,47% em outubro, com menor pressão do agronegócio.