Um estudo publicado em 2026 na revista npj Aging construiu um modelo matemático para investigar o efeito do acúmulo de mutações somáticas na sobrevivência humana. A estimativa de 156 anos refere-se à vida mediana simulada de uma população hipotética, não à idade máxima observada ou a uma previsão de quanto alguém poderá viver.
Na simulação, os autores consideraram falhas de quatro tipos celulares em órgãos críticos e mantiveram o risco de mortalidade de base fixo no patamar dos 30 anos. O modelo retirou outros processos do envelhecimento para isolar o efeito das mutações. Sob essas hipóteses, metade da população simulada sobreviveria até aproximadamente 156 anos.
Os resultados dependem das premissas e parâmetros do modelo e não demonstram um limite biológico definitivo. O estudo discute mecanismos que podem restringir a longevidade mesmo num cenário sem outros efeitos do envelhecimento; ele não testou uma intervenção em pessoas.
Fonte primária: Somatic mutations impose an entropic upper bound on human lifespan, npj Aging (2026).



