Uma onda de tranquilidade vem se espalhando pelos rios do Brasil: é o fishwatching, ou observação de peixes. A prática ganha adeptos por juntar natureza, fotografia e contemplação em um só mergulho.
O Brasil, com rios de águas cristalinas, como os de Bonito, e os igarapés amazônicos, é um cenário propício. Com água límpida, basta uma máscara e um snorkel para flutuar e observar um mundo subaquático. Esse contato costuma transformar os praticantes em defensores das matas e da água limpa.
Como relata Fernando Henriques, voluntário do Projeto Piaba, depois de descobrir o que há sob os rios a atenção à preservação e à biodiversidade só cresce.
Dicas para quem quer começar
- Vá devagar: movimentos lentos e silenciosos assustam menos os peixes e permitem observar o comportamento natural.
- Não toque nem alimente: alimentar altera a dieta e o comportamento dos animais, e tocar pode ferir peixes e plantas.
- Cuidado com o protetor solar: em muitos pontos de Bonito, por exemplo, é proibido entrar na água com protetor ou repelente, por isso roupas com proteção UV são uma boa alternativa.
- Procure operadores credenciados: guias locais conhecem os pontos, as regras e a segurança de cada rio.
- Respeite as regras do local: limites de visitantes e áreas de proteção existem para preservar o ambiente.
O que dá para ver
Dependendo do rio e da época, é possível observar espécies como piraputangas, dourados e pacus, além de cardumes de peixes pequenos e plantas aquáticas. Cada região tem seus moradores, e o guia costuma indicar o que procurar.



