O aumento do ICMS foi definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), colegiado que reúne os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, e terá aplicação em todo o país.
Quanto sobe em São Paulo
Em São Paulo, o governo estadual detalhou os novos valores por litro:
- Óleo diesel: de R$ 1,17 para R$ 1,30 (alta de 11,1%);
- Gasolina e etanol: de R$ 1,57 para R$ 1,64 (alta de 4,5%);
- Gás de cozinha (GLP): de R$ 1,57 para R$ 1,64 (alta de 4,8%).
Os percentuais de reajuste divulgados pelo governo apontam o diesel como o combustível com maior aumento relativo.
Reação política
O anúncio gerou um desentendimento público entre o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Boulos afirmou que o aumento do imposto afetará o preço do diesel para caminhoneiros e pode pressionar o custo dos alimentos no transporte rodoviário, acusando o governador de descumprir promessas de campanha.
“Passadas as eleições, as máscaras caem.” — declaração atribuída a Guilherme Boulos nas redes sociais.
O Palácio dos Bandeirantes considerou a declaração do ministro "lamentável" e afirmou que o vídeo de Boulos distorce os fatos para ataques políticos. O governo paulista disse ainda que a medida foi ratificada no âmbito do Confaz por unanimidade, inclusive por estados governados pelo PT.
Na nota, o governo de São Paulo citou ainda diferenças entre estados nas alíquotas de ICMS e listou exemplos de unidades da federação que, segundo o texto, elevaram suas alíquotas nos últimos anos. O governo paulista destacou que manteve a chamada alíquota modal em 18% e ampliou isenções em produtos alimentícios.
Boulos respondeu às críticas afirmando que as explicações não mudam sua avaliação sobre a postura do governador e ressaltou que Tarcísio se posicionou a favor do aumento no Confaz poucos dias depois da eleição.
O governo de São Paulo também explicou em redes sociais que o ICMS sobre combustíveis não é decisão isolada do estado: os novos valores foram definidos pelos estados e pelo Distrito Federal no Confaz e terão aplicação nacional a partir de 1º de fevereiro de 2027. Segundo o comunicado, a cobrança do ICMS segue regra que atualiza um valor fixo por litro ou quilo anualmente, com base em pesquisa de preços da ANP.



