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Economia2 min de leitura

ICMS em SP: combustíveis terão alta de R$0,07 a R$0,13 por litro

Medida aprovada pelos governadores no Confaz terá aplicação nacional e provocou bate‑boca público entre o governador Tarcísio de Freitas e o ministro Guilherme Boulos.

Por Redação Mastigado

Fonte: g1 · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

O ICMS sobre combustíveis em São Paulo terá aumento de R$ 0,07 a R$ 0,13 por litro a partir de 1º de fevereiro de 2027. Em SP, o óleo diesel sobe de R$ 1,17 para R$ 1,30 (alta de 11,1%) e a gasolina e o gás de cozinha (GLP) passam de R$ 1,57 para R$ 1,64 (altas de 4,5% e 4,8%).
ICMS em SP: combustíveis terão alta de R$0,07 a R$0,13 por litro
Foto: Reprodução/g1

O aumento do ICMS foi definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), colegiado que reúne os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, e terá aplicação em todo o país.

Quanto sobe em São Paulo

Em São Paulo, o governo estadual detalhou os novos valores por litro:

  • Óleo diesel: de R$ 1,17 para R$ 1,30 (alta de 11,1%);
  • Gasolina e etanol: de R$ 1,57 para R$ 1,64 (alta de 4,5%);
  • Gás de cozinha (GLP): de R$ 1,57 para R$ 1,64 (alta de 4,8%).

Os percentuais de reajuste divulgados pelo governo apontam o diesel como o combustível com maior aumento relativo.

Reação política

O anúncio gerou um desentendimento público entre o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Boulos afirmou que o aumento do imposto afetará o preço do diesel para caminhoneiros e pode pressionar o custo dos alimentos no transporte rodoviário, acusando o governador de descumprir promessas de campanha.

“Passadas as eleições, as máscaras caem.” — declaração atribuída a Guilherme Boulos nas redes sociais.

O Palácio dos Bandeirantes considerou a declaração do ministro "lamentável" e afirmou que o vídeo de Boulos distorce os fatos para ataques políticos. O governo paulista disse ainda que a medida foi ratificada no âmbito do Confaz por unanimidade, inclusive por estados governados pelo PT.

Na nota, o governo de São Paulo citou ainda diferenças entre estados nas alíquotas de ICMS e listou exemplos de unidades da federação que, segundo o texto, elevaram suas alíquotas nos últimos anos. O governo paulista destacou que manteve a chamada alíquota modal em 18% e ampliou isenções em produtos alimentícios.

Boulos respondeu às críticas afirmando que as explicações não mudam sua avaliação sobre a postura do governador e ressaltou que Tarcísio se posicionou a favor do aumento no Confaz poucos dias depois da eleição.

O governo de São Paulo também explicou em redes sociais que o ICMS sobre combustíveis não é decisão isolada do estado: os novos valores foram definidos pelos estados e pelo Distrito Federal no Confaz e terão aplicação nacional a partir de 1º de fevereiro de 2027. Segundo o comunicado, a cobrança do ICMS segue regra que atualiza um valor fixo por litro ou quilo anualmente, com base em pesquisa de preços da ANP.

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