A 13ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu por unanimidade que conselhos de medicina entreguem aos parentes registros relacionados ao atendimento hospitalar do presidente eleito em 1985. O acesso será concedido apenas à família e não implica divulgação pública automática.
Documentos solicitados
- Prontuários e relatórios médicos sobre a internação e os procedimentos realizados.
- Informações sobre processos ético-profissionais envolvendo médicos da equipe.
- Registros de advertências ou sanções eventualmente aplicadas pelo conselho regional.
O pedido da família busca esclarecer dúvidas sobre a sequência de intervenções e complicações que levaram à morte do político, ocorrida em 21 de abril de 1985, depois de uma cirurgia de emergência realizada na véspera da posse, prevista para 15 de março daquele ano.
Questionamentos sobre o tratamento ganharam força após a publicação do livro "O Paciente: O Caso Tancredo Neves", de Luís Mir (2010), que, com autorização familiar, examinou as decisões médicas, as condições das operações e a presença de muitas pessoas na sala cirúrgica.
Para a família, a liberação dos arquivos pode permitir reconstruir com mais precisão o que ocorreu durante a internação e se houve falhas no atendimento. A medida garante acesso aos documentos para análise, mas o juiz não concluiu, na decisão, que houve negligência por parte dos profissionais.



