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Saúde2 min de leitura

Padilha defende manutenção da proibição das bets por impacto no SUS

Audiência no STF debateu recursos da ANJL e do IBJR contra a medida provisória que proibiu exploração e publicidade de jogos online

Por Redação Mastigado

Fonte: Agência Brasil · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu a manutenção da proibição das empresas de apostas online (bets) e afirmou que a medida é necessária devido ao impacto no SUS: citou aumento de 200% na procura por atendimento, 28 milhões de apostadores nos 12 meses anteriores, cerca de 11 milhões com padrão de risco e 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão de CPF.
Padilha defende manutenção da proibição das bets por impacto no SUS
Foto: Walterson Rosa/MS

A audiência pública no Supremo Tribunal Federal foi convocada pelo ministro Luiz Fux para debater recursos apresentados pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) contra a medida provisória que proibiu a exploração e a publicidade de jogos online.

Durante a sessão, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou preocupação com o impacto das apostas no Sistema Único de Saúde e com consequências sociais como suicídio, violência familiar e transtornos relacionados à ludopatia.

A única e melhor solução para evitar suicídios, evitar pessoas viciadas, violência familiar, é mantermos a proibição das bets.

Dados apresentados

  • Aumento de 200% na procura de atendimento no SUS por problemas associados às apostas online;
  • 28 milhões de pessoas fizeram apostas nos 12 meses anteriores à proibição;
  • Cerca de 11 milhões apresentaram padrões de risco ou comportamento problemático;
  • 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão de CPF para bloquear a realização de jogos; 40% desses relataram não aguentar mais perder o controle.

Padilha também afirmou que, na avaliação dele, nenhum país que legalizou as bets reduziu a procura por serviços de saúde relacionados à ludopatia ou mitigou riscos à saúde e à violência familiar, e disse que o Brasil foi "o primeiro a ter a coragem" de proibir as empresas de apostas online.

A medida provisória que proibiu exploração e publicidade dos jogos online foi editada em setembro. As entidades que pedem a derrubada da MP sustentam os recursos agora em debate no STF.

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