Os autores sugerem que o uso espontâneo de palavrões é “a expressão genuína e sem filtro das emoções”, o que tornaria o discurso mais autêntico; por outro lado, uma fala mais polida pode esconder intenções enganosas.
Como foi o estudo
- Primeira pesquisa: 276 participantes relataram a frequência com que usam palavrões e responderam a uma escala de detecção de mentiras.
- Segunda pesquisa: análise das publicações de 73.789 usuários no Facebook para identificar padrões linguísticos ligados à honestidade e ao engano.
- Terceira pesquisa: comparação entre a frequência de palavrões e indicadores de integridade nos 50 estados dos EUA.
Em todas as três abordagens, os pesquisadores observaram o mesmo padrão: maiores taxas de uso de palavrões se associaram a sinais de menor tendência a mentir.
Os autores deixam claro que os dados não estabelecem causalidade — ou seja, xingar não é comprovadamente a causa de ser mais sincero. Eles propõem que palavrões espontâneos funcionam como expressão emocional autêntica, por isso aparecem ligados a um discurso mais verossímil.
Ao mesmo tempo, os pesquisadores alertam para os riscos: o uso de palavrões também pode se relacionar a comportamento antissocial, violação de normas, falta de autocontrole e emoções negativas. Como exemplo, citam que pessoas inocentes acusadas de crimes tendem a usar mais palavrões ao se defender do que suspeitos culpados.



