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Curiosidades2 min de leitura

Quem xinga mais tende a ser mais honesto, aponta estudo

Pesquisadores dizem que palavrões costumam refletir fala mais autêntica, mas alertam que contexto importa e que xingamentos também se associam a comportamentos antissociais.

Por Redação Mastigado

Fonte: Superinteressante · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Estudo de 2017 com três pesquisas e quase 74 mil participantes indicou que quem xinga mais tende a mentir menos, mas a relação é apenas correlação e não prova que palavrões tornem alguém mais sincero.
Quem xinga mais tende a ser mais honesto, aponta estudo
Foto: Dimitri Otis/Getty Images

Os autores sugerem que o uso espontâneo de palavrões é “a expressão genuína e sem filtro das emoções”, o que tornaria o discurso mais autêntico; por outro lado, uma fala mais polida pode esconder intenções enganosas.

Como foi o estudo

  • Primeira pesquisa: 276 participantes relataram a frequência com que usam palavrões e responderam a uma escala de detecção de mentiras.
  • Segunda pesquisa: análise das publicações de 73.789 usuários no Facebook para identificar padrões linguísticos ligados à honestidade e ao engano.
  • Terceira pesquisa: comparação entre a frequência de palavrões e indicadores de integridade nos 50 estados dos EUA.

Em todas as três abordagens, os pesquisadores observaram o mesmo padrão: maiores taxas de uso de palavrões se associaram a sinais de menor tendência a mentir.

Os autores deixam claro que os dados não estabelecem causalidade — ou seja, xingar não é comprovadamente a causa de ser mais sincero. Eles propõem que palavrões espontâneos funcionam como expressão emocional autêntica, por isso aparecem ligados a um discurso mais verossímil.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores alertam para os riscos: o uso de palavrões também pode se relacionar a comportamento antissocial, violação de normas, falta de autocontrole e emoções negativas. Como exemplo, citam que pessoas inocentes acusadas de crimes tendem a usar mais palavrões ao se defender do que suspeitos culpados.

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