Proposto em 1913 por Émile Borel, o teorema do macaco infinito sugere que um macaco digitando aleatoriamente por tempo infinito quase certamente produziria qualquer texto finito, como as obras completas de Shakespeare.
Apesar de, em teoria, ser certo no “infinito”, no universo real — finito e em constante expansão — a probabilidade de um macaco digitar até uma palavra simples como “banana” em sua vida (~30 anos) é de apenas 5%, e compor uma frase ou obra inteira é praticamente impossível.
Pesquisadores estimam que, mesmo com reprodução infinita de chimpanzés ao longo da vida do universo, seria improvável que um deles produzisse um livro inteiro antes da morte térmica do cosmos.
Embora a ideia tenha sido testada por via computacional — por exemplo, usando “macacos” de software para gerar sequências que replicam trechos de Shakespeare em poucas semanas —, a aplicação real do teorema está em áreas como sequenciamento de DNA, inteligência artificial e busca de sinais extraterrestres, onde grandes quantidades de dados aleatórios podem encontrar padrões úteis.



