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Curiosidades1 min de leitura

Teorema do macaco infinito explica por que Shakespeare nunca seria escrito “de verdade”

Metáfora de 1913 ilustra os limites práticos do infinito e da probabilidade em um universo finito.

Por Original Maura Martins

Fonte: Mega Curioso · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

O teorema do macaco infinito mostra que, embora matematicamente possível — em um cenário infinito —, a chance de um macaco realmente digitar Shakespeare no tempo de vida do universo é praticamente zero.
Teorema do macaco infinito explica por que Shakespeare nunca seria escrito “de verdade”
Foto: Freepik

Proposto em 1913 por Émile Borel, o teorema do macaco infinito sugere que um macaco digitando aleatoriamente por tempo infinito quase certamente produziria qualquer texto finito, como as obras completas de Shakespeare.

Apesar de, em teoria, ser certo no “infinito”, no universo real — finito e em constante expansão — a probabilidade de um macaco digitar até uma palavra simples como “banana” em sua vida (~30 anos) é de apenas 5%, e compor uma frase ou obra inteira é praticamente impossível.

Pesquisadores estimam que, mesmo com reprodução infinita de chimpanzés ao longo da vida do universo, seria improvável que um deles produzisse um livro inteiro antes da morte térmica do cosmos.

Embora a ideia tenha sido testada por via computacional — por exemplo, usando “macacos” de software para gerar sequências que replicam trechos de Shakespeare em poucas semanas —, a aplicação real do teorema está em áreas como sequenciamento de DNA, inteligência artificial e busca de sinais extraterrestres, onde grandes quantidades de dados aleatórios podem encontrar padrões úteis.