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Vacinação contra mpox será focada em grupos vulneráveis

No Rio, vacinação foi retomada em cinco unidades, com horários estendidos em três Super Centros Cariocas

Por Redação Mastigado

Fonte: Agência Brasil · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Especialistas afirmam que não há necessidade de vacinação em massa contra a mpox. A imunização começa por grupos vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV e CD4 abaixo de 200, e o país registrou 665 casos até outubro, sem óbitos.
Vacinação contra mpox será focada em grupos vulneráveis
Foto: REUTERS/Arlette Bashizi

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES-RJ) informou que monitora o aumento de casos na capital e que recebeu mais de duas mil doses do Ministério da Saúde para uso municipal. O município concentra 207 dos 298 casos confirmados no estado entre janeiro e 6 de novembro, sem registro de óbitos.

A mpox é causada por vírus do gênero Orthopoxvirus e provoca erupções e lesões na pele, além de febre, dor de cabeça, dores musculares, aumento dos gânglios linfáticos e cansaço. A transmissão ocorre por contato íntimo e por gotículas respiratórias, segundo o infectologista Rafael Galliez, do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião.

A infectologista Carolina Lázari, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), afirma que, no momento, não há necessidade de vacinação em massa. Segundo ela, as medidas preventivas adotadas precocemente têm sido eficazes. No país, até outubro foram registrados 665 casos da doença, sem óbitos, e o Ministério da Saúde comprou até 20 mil doses em caráter preventivo e estratégico.

Lázari citou ainda surtos anteriores: em 2022 o Brasil registrou 10.821 casos relacionados ao vírus 2B; em 2024 houve um surto grave na República Democrática do Congo ligado a uma nova variante, o vírus 1B, e a Organização Mundial da Saúde declarou a situação como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional — episódio que também levou crianças a óbito.

Como será a vacinação no Rio

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio retomou a vacinação em 6 de novembro e fará a imunização de forma escalonada, priorizando inicialmente pessoas vivendo com HIV/Aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³ e com 18 anos ou mais. A ampliação para outros grupos, incluindo demais pessoas vivendo com HIV/Aids e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), ocorrerá conforme disponibilidade de novas doses.

As vacinas estarão disponíveis em cinco unidades concentradoras, incluindo três Super Centros Cariocas com horário estendido:

  • Botafogo (Rua General Severiano, 91) — aberto diariamente, das 8h às 22h;
  • Zona Norte (Shopping Nova América, Del Castilho) — conforme funcionamento do shopping;
  • Zona Oeste (ParkShopping Campo Grande) — no horário do shopping;
  • Centro Especial de Vacinação Dr. Álvaro Aguiar (CEVAA) — segunda a sexta, das 8h às 17h;
  • Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do INI/Fiocruz (CRIE/INI) — segunda a sexta, das 8h às 17h.

A SES-RJ informou que mantém vigilância ativa com os municípios, prepara nota técnica com critérios e definições para orientar ações locais e organiza treinamento para qualificar a atuação das equipes de saúde. A secretaria também destaca que o SUS está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos.

As autoridades pedem atenção a sinais e sintomas: erupções e lesões na pele (frequentes no rosto, mãos, pés, boca e região genital), aumento dos gânglios, febre e mal-estar. Entre as medidas para reduzir o risco de transmissão estão evitar contato direto com pessoas com lesões suspeitas e procurar atendimento em unidade de saúde ao surgir sintomatologia.

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