Quais municípios receberam a ação
A mobilização ocorreu em quatro municípios do Amazonas: Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Atalaia do Norte. Equipes de saúde atuaram em unidades de atendimento e em locais de grande circulação para alcançar populações ribeirinhas e comunidades junto à fronteira com Peru e Colômbia.
As equipes trabalharam em portos, feiras, escolas e estabelecimentos comerciais e também realizaram visitas domiciliares. A operação teve apoio dos distritos sanitários especiais indígenas Alto Rio Solimões e Vale do Javari e das Casas de Saúde Indígena (Casai).
Quem pode ser vacinado
Nos quatro municípios, pessoas a partir de 6 meses de idade podem receber a vacina, independentemente do histórico vacinal. Crianças de 6 meses até 11 meses e 29 dias recebem a chamada dose zero, que não substitui as doses previstas no calendário de rotina. A partir dos 12 meses deve ser seguido o esquema recomendado para cada faixa etária.
Cenário epidemiológico
O Ministério da Saúde disse que a medida busca ampliar a proteção diante do avanço do sarampo nas Américas. Segundo a pasta, foram disponibilizadas 500 mil doses ao Peru, que registra mais de 2 mil casos em 2026; a Colômbia informou 17 casos no ano.
O Brasil permanece livre da circulação endêmica do sarampo desde 2024. Em 2026 foram confirmados 65 casos importados no país; 21 desses foram registrados no Amazonas, com maior concentração em municípios da faixa de fronteira: Tabatinga (9), Benjamin Constant (6), São Paulo de Olivença (4) e Atalaia do Norte (2). Em 2019 o país chegou a registrar mais de 20 mil casos.
Em 2025, a cobertura vacinal contra o sarampo no Amazonas alcançou 89,7% para a primeira dose e 76% para a segunda. No mesmo período, os índices nacionais foram de 93,15% para a primeira dose e 78,61% para a segunda, segundo o ministério.



