Flávio Bolsonaro deixou o Brasil dois dias depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e seguiu de jato para Miami, com escala no Equador, acompanhado da mulher e das duas filhas. Os passaportes dele haviam sido cancelados por ordem do ministro Alexandre de Moraes, e a Polícia Federal investiga como ele deixou o país.
Pedido e negação
O governo federal disse que, na quinta-feira (29.out), solicitou explicações à Argentina sobre o papel do governo de Javier Milei na saída de Flávio e que a interlocutora foi a encarregada de negócios da embaixada argentina, Emilia Cortés, segundo o Planalto. Em resposta pública, o chanceler argentino Pablo Quirno escreveu no X: "Falso. Não houve nenhum pedido de explicações".
O Itamaraty avaliou convocar a representante argentina em Brasília; outra alternativa que chegou a ser considerada era que o próprio ministro das Relações Exteriores pedisse esclarecimentos diretamente ao chanceler Pablo Quirno.
Relatos sobre o voo
Inicialmente o governo de Javier Milei negou que Flávio tivesse entrado na Argentina, mas a Migração argentina depois informou que ele cruzou a fronteira com a família. O jornal Perfil reportou que o voo custou US$ 140 mil e foi pago por um corretor americano, e o The New York Times afirmou que o avião foi providenciado por Jason Miller.
O Clarín noticiou que Santiago Caputo, assessor de Javier Milei, esteve em Puerto Iguazú na noite do embarque, e o site Urgente24 afirmou que a polícia aeroportuária argentina escoltou o grupo.
Em Miami, Flávio publicou uma carta dizendo não reconhecer o resultado das eleições e se declarou "verdadeiro presidente eleito do Brasil" — expressão que depois substituiu por "líder do Brasil", segundo a colunista Mariana Sanches (UOL), após ação do Departamento de Estado americano, conforme noticiado.



