Wall Street e dólar
Os principais índices acionários dos Estados Unidos encerraram a sessão em forte baixa: Nasdaq caiu 5,52%, S&P 500 recuou 4,36% e Dow Jones perdeu 3,44%. As perdas concentraram-se em empresas de tecnologia e ligadas à inteligência artificial, ampliando a aversão ao risco global. O índice DXY, que mede o dólar frente a seis divisas, subiu 0,09%, para 101,560 pontos.
Câmbio e bolsa no Brasil
O dólar comercial valorizou 0,67% e fechou cotado a R$ 5,488, replicando a pressão externa sobre ativos de risco. O Ibovespa, que chegou a 168.994,33 pontos na máxima do dia, terminou o pregão em 166.191,45 pontos, com baixa de 0,82% e volume financeiro de R$ 31,16 bilhões. A mínima intradiária foi 166.249,09 pontos.
A produção industrial brasileira também pesou no humor do mercado: recuo de 0,8% em setembro ante agosto e queda de 2,5% na comparação anual.
No plano doméstico, o Comitê de Política Monetária manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano. Após reunião com integrantes da equipe econômica, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou haver convergência sobre o diagnóstico econômico e disse que o governo pretende aprofundar a análise de medidas, sem detalhar ações.
Analistas apontaram que a combinação de resultados corporativos, decisão sobre juros e a deterioração do cenário externo levou investidores a reduzir posições em ativos de maior risco e procurar proteção no dólar.



