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Economia3 min de leitura

Estudo: data centers geram até 1.300 empregos locais nos EUA

Ganho se concentra em transporte, serviços profissionais e imobiliário; pesquisa analisou 1.584 instalações e aponta limites para grandes projetos de IA

Por Redação Mastigado

Fonte: Poder360 · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

Data centers nos EUA geraram, em média, entre 1.000 e 1.300 empregos adicionais nas localidades que os receberam — postos fora das próprias instalações. Os efeitos aparecem sobretudo 3 a 5 anos após a inauguração e se concentram em setores de suporte, não em restaurantes ou comércio.
Estudo: data centers geram até 1.300 empregos locais nos EUA
Foto: Reproducão/Instagram - @datacenteratmeta - 14.nov.2024

Pesquisadores investigaram como a inauguração de data centers altera o mercado de trabalho nas cidades anfitriãs dos Estados Unidos.

Como foi o estudo

A equipe reuniu dados detalhados sobre 1.584 data centers inaugurados entre 2000 e 2023, registrando localização, data de início e capacidade energética, e cruzou essas informações com registros federais de emprego, salários e número de empresas em cada localidade. Para isolar o efeito dos centros de dados, os pesquisadores compararam localidades que receberam instalações com outras semelhantes que não receberam.

O que foi encontrado

Os autores constatam que, fora do próprio centro de dados, as localidades tendem a ganhar entre 1.000 e 1.300 empregos adicionais. Esse aumento não é imediato: pouco muda nos dois primeiros anos (além do impacto da construção); os ganhos aparecem principalmente entre o 3º e o 5º ano após a inauguração.

O crescimento de vagas concentra-se em transporte e armazenagem, serviços profissionais e técnicos e no setor imobiliário. Há pouca evidência de crescimento nos setores de restaurantes, lojas e outros serviços de varejo que normalmente se espera se beneficiem do gasto local.

Em termos de escala, instalações maiores tendem a gerar mais empregos: cinco anos após a abertura, cada megawatt adicional instalado está associado a cerca de 7,4 empregos locais fora do setor da construção. Considerando também a expansão posterior da capacidade, os autores estimam cerca de 2,7 empregos por megawatt de capacidade final — o que coloca uma instalação de 100 MW na ordem de 275 empregos adicionais fora do próprio centro.

Por que surgem esses empregos

  • Demanda por fornecedores locais (segurança, manutenção elétrica, serviços técnicos);
  • Gastos dos funcionários e trabalhadores dessas empresas na economia local;
  • Expansão de operadoras já presentes, que aumentam capacidade no mesmo município.

Os autores observam que, na prática, a maioria dos novos investimentos tende a ocorrer no mesmo município onde já há operação, em vez de atrair muitas empresas novas para a região.

Limitações e contexto

O estudo inclui centros inaugurados até 2023; por isso, suas conclusões podem não se aplicar a projetos mais recentes e muito maiores voltados a serviços de inteligência artificial. Os pesquisadores também analisaram apenas o número de empregos gerados e não avaliaram os custos para as comunidades — consumo de eletricidade e água, ruído ou benefícios fiscais, por exemplo — de modo que não há conclusão sobre se os data centers são, em termos líquidos, bom negócio para os municípios.

Além disso, a crescente resistência local em alguns estados contribuiu para atrasos ou cancelamentos de projetos: a reportagem cita US$ 156 bilhões em projetos afetados em 2025.

Em resumo, os data centers podem ampliar o emprego local além do pessoal que trabalha dentro das instalações, mas os efeitos surgem com atraso, são setoriais e não esclarecem por si só se os benefícios compensam os custos para as comunidades.

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